terça-feira, junho 05, 2007

Cabezas cortadas



Texto: Renan Damasceno.

Pela colaboração de minha amiga Angelica Plancarte, Hermosillo, MEX.

Dez jornalistas foram assassinados desde janeiro de 2006 no México e outros nove estão desaparecidos. Os números divulgados pela organização não-governamental Repórteres Sem Fronteiras colocam o país em segundo lugar entre os mais perigosos para os jornalistas, atrás apenas do Iraque. Nesta quinta-feira (31), o diário Câmbio Sonora, editado em Hermosillo, noroeste do país, circulou pela última vez. A sede do jornal foi vítima de dois ataques com granada em menos de 30 dias, sem nenhum ferido.

Os atentados são conhecidos como “narcomesajes” – intimidações sangrentas dirigidas aos jornalistas que investigam e denunciam o tráfico de drogas no país. Em maio, os jornais de Tabasco e Vera Cruz receberam mensagens dos narcotraficantes. Na porta dos jornais foram depositadas duas cabeças, supostamente de delatores de crimes praticados pelos “Zetas”, grupo que domina o narcotráfico em Villahermosina.

Eduardo Andrade, vice-presidente da Organização Editorial Mexicana (OEM), disse que a principal causa do fechamento do jornal é a falta de segurança para exercer a profissão. A OEM edita 70 jornais, controla 24 emissoras de rádio, um canal de televisão e 43 sites, entre eles o Câmbio Sonora. Eduardo acusa o governador Eduardo Bours de não fazer nada para previnir a violência.

Em abril de 2006, com a morte do jornalista Alfredo Jimenez Mota, do El Imparcial, centenas de jornais mexicanos, frustrados com a morosidade nos inquéritos envolvendo morte de profissionais da imprensa, publicaram simultaneamente uma série de relatos sobre os casos. Jimenez Mota escrevia sobre o tráfico de drogas em Sonora. Sua última reportagem denunciava a ligação entre a família de Raul Eenrique Parra – líder de várias gangues de traficante na região - e um ex-chefe de polícia da cidade de Sonoyta, no mesmo estado.

“O fato mais relevante é que um ano se passou e o gabinete do procurador-geral não tem nada sobre o assunto”, dizia o primeiro da série de artigos da imprensa mexicana. A matéria sugere também a participação de policiais no assassinato do jornalista – alguns, fontes do próprio Jimenez. As denúncias de ligação entre o governo, a polícia e o narcotráfico não é recente. O caso mais notável é do general Gutierrez Rebolo, czar anti-drogas no México que acobertava as ações do Cartel de Tijuana, da família Arellano Félix, a mais poderosa do narcotráfico mexicano. O episódeo ganhou até uma versão para o cinema no filme Traffic, do diretor Steven Soderbergh, vencedor de quatro Oscar.

Em fevereiro de 2006, o presidente mexicano Vicente Fox nomeoou um procurador especial para investigar ataques aos profissionais da imprensa. Segundo a versão on-line do New York Times, a procuradoria foi um fracasso. Assim como as últimas medidas do governo de conter a violência e o domínio dos cartéis de narcotráfico no país. Desde o começo desse ano, morreram quase 1000 pessoas assassinadas.Em comparação com 2000 do ano passado. O Estado de Gerrero (Sudoeste do país, onde fica Acapulco) é o mais violento com 300 homicídios em seis meses, segundo números do jornal El Universal.

*Texto de Jornalismo Impresso II, BHZTE, junho de 2007.

2 comentários:

An disse...

Es triste lo que pasa en el mundo con las drogas y el narcotrafico, no solo por que abusan del poder de manera incanzable, si no que no hay ningun beneficio por minimo a la ninguna persona, ni al ambiente en el que vivimos. Y aunque podriamos decir que el dinero (para muy pocos), sabemos que solo se rehusa para matar y aumentar el poder. Solo vemos gente que es involcrada por ser instigada o no tener mas opcion atrabajar dentro de esta red. Tambien hay abuso de indigenas que no pueden ni tienen posibilidad de decir no, al ser obligados a "trabajar" para estas bandas a costa de sus propiedades, familiares y hasta hijos. Es uncreible como hemos dejado devaluar nuestra integridad y nuestra dignidad tan basica de SER HUMANOS.

Excelente nota Renan.

freefun0616 disse...

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