domingo, abril 19, 2009

Futebol de Segunda – Dribles em Obama

Cidade natal dos roqueiros de camisa de flanela, das grandes cafeterias e do falecido Supersonics, de Gary Payton e Vin Baker, Seattle desponta como possível sede da Copa 2018, edição seguinte à do Brasil. Assim como Lula, que ajudou a trazer a competição ao país após 64 anos de espera, o popular Obama intercede à FIFA a segunda Copa yankee em 24 anos – a última, vencida pela insossa seleção canarinho, em 1994.

Mais do que forçar os americanos a idrolatar o Soccer – ainda não digerido com satisfação pelos fãs de hóquei, futebol americano, basebol e basquete, esportes amplamente mais difundidos no país –, Obama tenta vincular sua imagem a mais um culto das massas, o futebol, após se mostrar solidário aos países pobres, dar cachorrinhos às filhas, ajoelhar e professar as mais diversas religiões e falar as mais diferentes línguas. Eclético e polivalente Obama, que poderá fechar seu histórico mandato, caso reeleito, com o mais badalado evento esportivo mundial – mais até que Olimpíadas. Grand Finale!

No entanto, o presidente, que encontra respaldo e simpatia em suas decisões, terá dificuldade para arrematar a competição de 2018, uma vez que a Europa, terra mãe do futebol, apresentou candidatura luso-espanhola. Com as duas próximas competições realizadas na África (2010) e no Brasil (2014), o Velho Continente ficará pela primeira vez 12 anos sem ver a cor da bola em Mundiais. Fato inédito, já que, em 18 copas, sempre foi uma 'dentro' e outra 'fora' (Europa 10 x 8 resto do mundo).


Está na coluna de Lucas Mendes, na BBC Brasil, desta semana :

OBAMA QUER a bola da Copa de 2018. Numa carta ao presidente da FIFA, ele fala sobre os 4 anos de paixão pelo nosso futebol, dos 7 aos 10, quando morava na Indonésia. Crianças de todas as classes, religiões e etnias se igualavam nas peladas diárias.

Aqui, já político em Illinois e senador em Washington, "levava e incentivava as filhas nos jogos da escola", escreveu Obama ao suíço, pedindo a Copa. Para quem quer ser um presidente tão popular quanto o Lula, porque não aderir e promover o esporte mais popular do mundo?

Com ou sem Barack Obama, o futebol desta vez, na terceira tentativa nos últimos 40 anos, é capaz de vingar nos Estados Unidos. Veja o caso de Seattle, uma cidade de 600 mil habitantes que nem tinha um time no ano passado e é famosa por outras virtudes: líder em leitura no país, campeã de diplomas universitários entre habitantes com mais de 25 anos (52%), conhecida como Cidade Esmeralda, pelo verde, Cidade Chuva (quase diária), Porta do Alaska, Cidade Jato ( sede da Boeing ), campeã disparada no consumo de café e berço de três dos melhores "cafeteiros" do pais - Starbucks, Seattle Best Coffee e Tully's.

"Seattle é uma cidade alternativa e o futebol nos Estados Unidos ainda é um esporte alternativo", sacou um sociólogo local numa entrevista ao New York Times. Não temos uma explicação definitiva para o misterioso sucesso do futebol na cidade da chuva, dos jatos e do verde, mas, vamos aos fatos.

No primeiro jogo da temporada de 2009, há um mês, o estádio, que normalmente comporta 28 mil torcedores, foi adaptado para receber 32 mil. A gritaria, o entusiasmo e a fantasia dos fãs do Seattle Sounders surpreenderam os empregados do estádio, que também abriga um time de futebol americano, o Seahawks. Os 22 mil ingressos colocados à venda para toda a temporada já foram vendidos. O presidente da Liga America chorou de emoção e a cidade vai sediar a final de 2009.

O cachecol verde faz parte do uniforme dos torcedores e é impossível evitar a presença da Microsoft. Paul Allen, co-fundador da empresa, é um dos donos do time que joga com o logo XBOX360 nas camisas. O estádio chama-se Qwest Field. Time cabeça.

Nenhuma promoção, nem grana da Microsoft, provocaria tanto entusiasmo se o Sounders jogasse mal. Venceu os dois primeiros jogos sem levar um gol e melou no terceiro por uma vacilada do goleiro.

A grande estrela do Sounders, o novo David Beckam dos Estados Unidos, é o sueco Freddie Ljungberg, ex -modelo de cuecas Calvin Klein, garoto propaganda da Nike, Procter & Gamble, L'Oreal, Puma, Pepsi, escalado para seleções de Homem Mais Sexy do Mundo, Homem mais Bem Vestido do Mundo e outras seleções muito bem pagas. Ele fica à vontade de cuecas nas fotos ou de calção nas pontas e no meio do campo.

Atleta com talentos precoces, foi grande jogador de hóquei e convidado para a seleção sueca de handebol. Escolheu o futebol e seu ídolo era o nosso Sócrates. Freddie, como o doutor, foi homem quase bem educado. Estudou economia e tecnologia da informação, mas não terminou nenhum dos dois cursos. O apelo - e a grana - do futebol foram mais fortes. Além do Halmstad BK, na Suécia, ele foi estrela do Arsenal e do West Ham, na Inglaterra.

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+ Futebol e política americana neste blog:


10 melhores frases de George Bush
Entenda a crise americana
Erros da Copa de 2014, no Brasil
Futebol e segurança pública
Grupos de investimento e o futebol



13 comentários:

Furdunco disse...

bem bacana o blog...parabens vai longe!!!!!!
se puder -------
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Sóda Games disse...

Parabéns pelo seu blog, está show de bola amigo. Abraço

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O jeito inteligente de se usar a internet.

Marton Olympio disse...

Cara, eu particularmente continuo com meu pé atrás do que vem do Jabuticaba (preto por fora branco por dentro).
Foto posadas, sorriso conmgelado, muito papo... Mas ainda é americano.
O mesmo reacionário que votou no Bush votou neste cara.
Que para ser presidente, fez váriosssss acordos...
Então.
Meu pé vem depopis...

http://martonolympio.blogspot.com/

Tchezar disse...

É... Eu espero que Obama consiga mesmo mudar tudo o que ele sonha nos EUA... As vezes tenho um certo receio de que ele seja apenas um Lula mais esclarecido...

desemptemartibus disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sofista Minimus disse...
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desemptemartibus disse...
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desemptemartibus disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sofista Minimus disse...

Não deixo de torcer para que o futebol nos EUA dê sucesso, mas também não deixo de me preocupar pensando nessa possível situação. Imagine jovens brasileiros que antes saiam pra grandes centros da Europa, e que agora também vão para o Oriente Médio e Rússia, sairem também para os Estados Unidos...

É claro que antes de tudo isso torço para os clubes brasileiros se organizarem, conseguirem receitas alternativas e diminuir a saída desses jogadores, mas isso me parece de uma distancia enorme de se acontecer...

Abraço,

Sofista.

felipe lessa disse...

Queremos copa na oceania!

Hannah Sá disse...

é assim, é?
Também quero a bola do Mundial.
Obama vai fazer o que com ela. u-ú

freefun0616 disse...

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