segunda-feira, julho 09, 2012

Perdeu como britânico


Uma frase do chefe de esportes da BBC, Tom Fordyce, resumiu na medida exata a derrota do anfitrião Andy Murray para o suíço Roger Federer, na decisão do Aberto de Wimbledon, neste domingo, no sul da capital inglesa: Murray perdeu a final, mas ganhou o coração dos britânicos. Sem título de um tenista da casa desde o tri de Fred Perry, 1934-1936, e com a frustração de sete quedas em semifinais nos últimos anos com Tim Henman e com o próprio Murray, os britânicos vislumbravam, enfim, encerrar o jejum de sete décadas. Mas ainda não foi desta vez.

Apesar da frustração, os fãs entenderam o esforço de Murray e, claro, a superioridade de Federer -- o maior tenista de todos os tempos e, com o troféu, o melhor por mais tempo, superando Sampras em número de semanas como nº1 do mundo, com 287. As lágrimas do britânico estamparam todas as capas, acompanhadas de frases de apoio.

Murray sai fortalecido de Wimbledon e encerrou uma maldosa brincadeira que o acompanha: quando vence é britânico. Se perde é escocês.

Desta vez, Murray perdeu como britânico.

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