sexta-feira, novembro 25, 2011

Salva-vidas

A sequência "Violência Abortada", de Epitácio Pessoa (Estadão), mostra o jovem reciclador Adriano Carlos Gonçalves da Silva, de 19 anos, fugindo amarrado, após escapar de dois homens que o executariam, no bairro Olaria (Lorena-SP). Adriano conseguiu se libertar com a chegada do carro da reportagem do Grupo Estado e o flagrante captado pelo fotógrafo. “Quando fiz as fotos me senti usado por Deus para salvar uma vida. Isso já foi o meu maior prêmio”, afirmou Epitácio, premiado com o Esso de Fotografia deste ano.


quarta-feira, novembro 16, 2011

Vale um conto

Desde Nove Rainhas (2000, dir. Fabián Bielinsky), considero Ricardo Darín um dos melhores atores em atividade no cinema mundial. Minha opinião foi ganhando consistência com a atuação do argentino em Kamchatka (2002, Marcelo Piñeyro), Lua de Avellaneda (2004, Juan José Campanella), culminando no premiado O Segredo de Seus Olhos (2009, Campanella), vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Entretanto, fui perceber sua versatilidade em dois filmes menores que assisti este ano: Carancho (Pablo Trapero), em que interpreta um advogado que aproveita de vítimas de acidentes de trânsito para lucrar o seguro -- conhecidos como Abutres --, e, agora, em Um Conto Chinês (Sebastián Borensztein). O filme, mais um da rica produção argentina, sustentado pela figura de Darín (aqui, entrevista dele ao Starte, da Globo News), é marcado pelas sutilezas e rudez do amável protagonista. É um conto sutil, pequeno como um conto chinês, mas que se revela sábio e grandioso.


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sábado, novembro 12, 2011

Polícia, para! Quem precisa?

Não queria entrar no debate PM-USP, mas diante do reducionismo que se tornou o assunto – maconheiros x boçais, e nada mais –, uma coisa me impressionou nos últimos dias: ex-companheiros de faculdade, atuais universitários e tantas outras pessoas que passaram a vomitar moralidade e conservadorismo nas redes sociais. Não que o argumento usado (de que os universitários não passavam de playboys, bancados pela família), não seja válido, mas pela forma que decidiram marginalizar a manifestação, criando uma patrulha moral e ideológica. Cuidado, pessoal, para não sair batendo continência ao primeiro golpe de estado ...





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quarta-feira, novembro 09, 2011

Smokin Joe



Dentro do ringue, apenas dois homens foram capazes de superar Joe Frazier: Muhammad Ali e George Foreman. Fora dele, o primeiro homem a vencer Ali foi nocauteado na noite de segunda-feira, aos 67 anos, vencido por um câncer no fígado. Frazier, que recebeu o apelido de ‘Smokin’ Joe, ficará na memória dos amantes do boxe por ter sido o primeiro a derrotar Cassius Clay, que mais tarde passaria a se chamar Muhammad Ali, no auge de sua glória, em 8 de março de 1971, no Madison Square Garden (Nova York). Batizado de A luta do Século, o combate foi dominado por Ali nos três primeiros assaltos e por Frazier, a partir do quarto. No sexto, Ali demonstrava muito cansaço e Frazier aproveitou para encurralá-lo. No último round, Joe acertou belo gancho de esquerda, desequilibrando o oponente. Na decisão por pontos, os juízes deram a vitória a Frazier por unanimidade. A derrota foi muito sentida por Ali, que voltou a disputar um cinturão mundial apenas em 1974, quando superou George Foreman, em luta no Zaire, confronto retratado pelo documentário Quando éramos reis. (Leia o texto completo: O adeus a uma lenda do boxe)

quarta-feira, outubro 26, 2011

terça-feira, outubro 18, 2011

Anagramas (parte 3)

O R L A N D O S I L V A

S A L V O N O A R D I L




quarta-feira, outubro 12, 2011

Digital x Papel


A internet modificou muitos aspectos do nosso cotidiana e, como não poderia ser diferente, alterou nosso relacionamento com os meios de comunicação -- e com os jornais diários, em particular. A Associacion para la Investigación de Medios de Comunicacion (AIMC), da Espanha, acaba de publicar a pesquisa "A imprensa: Digital x Papel", que investigou o comportamento e as preferências dos leitores em relação aos sistemas de distribuição de conteúdos, tradicional e online. O quadro acima, retirado do site Paperpapers, resume bem qual tipo de conteúdo os leitores procuram em cada plataforma. Uma leitura rápida é suficiente para perceber que o público consome jornal impresso para formar opinião e aprofundar em assuntos e temas -- o que nos leva a concluir que o papel deve ser cada vez mais analítico, responsável por ler e traduzir a notícia para o cotidiano do leitor. O breaking news (os boletins curtos e instantâneos) e a cobertura full time passam a ser, em definitivo, função da internet.

quarta-feira, outubro 05, 2011

Tks, Jobs!




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quarta-feira, setembro 28, 2011

Entendendo Miles




Via Folha Ilustrada

terça-feira, setembro 27, 2011

Suicidal tendencies


La defunción inminente de los periódicos de papel no debería ser considerada muerte natural. Es un suicidio. Como lector, mi paciencia se agota. Cuando compro el diario no busco estilos de vida, famosos, frivolidades, sinergias o momias. Quiero información cierta y responsable sobre la actualidad, basada en la observación y los principios morales. Es decir, quiero periodismo. Y si es posible, con algo de talento.

Trecho do texto El suicidio del periódico (de papel), publicado no site Quarto Poder.

sexta-feira, setembro 23, 2011

Anagramas (parte 2)

E D I R M A C E D O

C R I A D E D E M O




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domingo, setembro 11, 2011

11/9 - Veja como eles lembraram

Sair do convencional sem deixar de informar e transmitir toda a carga dramática da maior catástrofe da história do país foi o desafio dos jornais norte-americanos hoje, exatos 10 anos depois do ataque terrorista ao World Trade Center, em Nova York. Muitos apostaram na simplicidade gráfica, uma vez que pouca coisa inédita sobrou para falar uma década depois de muito exploração ao assunto. Apenas lembrar.















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sábado, setembro 10, 2011

O fim da era Federer


Na virada da década de 1970 para 1980, era impossível prever qual seria a final dos quatro Grand Slams da temporada. Desfilavam pelas quadras da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e Estados Unidos, tenistas que mudaram os padrões do esporte, como o sueco Bjorn Borg, os norte-americanos John McEnroe e Jimmy Connors, o sueco Mats Wilander e o argentino Guillermo Villas.

Já a década seguinte foi marcada pelo domínio dos estadunidenses - primeiro com Jim Courier e depois Pete Sampras e Andre Agassi, que venceram juntos 26 Slams -, e o ressurgimento do tênis sul-americano, com Gustavo Kuerten e o chileno Marcelo Ríos.

A derrota do suíço Roger Federer para o atual número 1 do mundo, Novak Djokovic, por 3 a 2 (6/7, 6/4, 3/6, 3/6, 7/5), nas semifinais do Aberto dos Estados Unidos, nas quadras rápidas de Flushing Meadows (Nova York), marcou o fim de mais uma era do tênis. Pela primeira vez desde 2003, o suíço vai fechar o ano sem um título de Grand Slam. Desde o troféu em Melbourne, há oito anos, ele venceu 16 das 23 decisões que disputou, se tornando o maior vencedor de todos os tempos dos quatro torneios mais importantes do circuito.

Aos 30 anos, Federer caiu nas semifinais na Austrália, perdeu a final francesa para Nadal esaiu nas quartas de final do torneio londrino, do qual lutava pelo heptacampeonato. Nos Estados Unidos, é o único pentacampeão consecutivo da era aberta (2004/2008) e lutava este ano, contra o retrospecto e os arquirrivais Nadal e Djokovic, pelo hexacampeonato. No entanto, sequer chegou à decisão dos torneios preparatórios em quadra rápida (Washington, Montreal e Cincinatti).

Nascido na pequena Binningen, próximo a Basel (Suíça), filho único de um comerciante de produtos farmacêuticos com uma sul-africana, Federer é considerado por muitos o maior tenista de todos os tempos. É apontado como jogador completo, pela classe e técnica. Vencedor de importantes torneios de juniores, estreou no circuito profissional em 1998, no ATP 250 Gstaad, em seu país. Dois anos depois chegou à primeira decisão, em Marselha, e, em 2001, alcançou a surpreendente quartas de final em Roland Garros.

Sem muita preferência por piso – embora seus melhores resultados sejam na grama e no sintético –, o suíço chegou ao topo do ranking mundial em 2 de fevereiro de 2004, posição que ocupou por 285 semanas, apenas uma a menos que o recordista Pete Sampras. Foram 237 semanas consecutivas, recorde bastante superior ao do segundo colocado, Jimmy Connors (160).

Esta é a 130ª edição do torneio estadunidense, que foi disputado de 1881 a 1968 com o nome de Campeonato Nacional dos Estados Unidos. Passou à US Open com a profissionalização do circuito, quando começou a Era Aberta. (Renan Damasceno)

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#FedererxNole: assisti aos dois últimos sets em uma pizzaria perto de casa. Nos pontos decisivos, já beirando 18h, hora das partidas de Cruzeiro e América, as mesas começaram a ser ocupadas e ninguém desgrudou os olhos da tela até a vitória de Djoko. Todos lamentaram. A torcida pelo suíço era unânime.

quarta-feira, julho 27, 2011

Feed Otimizado Relacionado a Alguém (FORA)

O movimento encampado por todas as torcidas -- com o apoio de blogueiros, jornalistas esportivos e um empurrãozinho da Rede Record, desafeto declarado -- contra a gestão de Ricardo Teixeira à frente da CBF intensificou à 0h desta quarta-feira.

Para reunir o que se fala sobre (leia-se contra) Teixeira nas redes sociais, foi criado o site www.foraricardoteixeira.com.br. Tudo o que for publicado acompanhando a hashtag #foraricardoteixeira no Twitter e no Facebook será contabilizado no domínio. Em 4h, o "foraricardômetro" já contava 60 mil adeptos.

Os fundadores fizeram uma descrição irônica. Segundo eles, o site “não tem como objetivo tirar o senhor Ricardo Terra Teixeira”, que tem “cinco mandatos de muita transparência e trabalho duro à frente da CBF.” O nome do site, na verdade, é F.O.R.A, “uma inofensiva sigla, que significa Feed Otimizado Relacionado a Alguém (...) um sítio de utilidade pública para todos nós, fãs do senhor Teixeira, ficarmos por dentro de tudo o que esse exemplar administrador está preparando para a grande festa do futebol mundial”, explica a descrição.

Embora o número de tuítes tenha sido muito alto, a tag não apareceu entre os assuntos mais comentados do Twitter, apesar de, em uma simples busca, fique claro que o #foraricardoteixeira é o principal tema do momento. Cogitou-se que, com o grande volume, os servidores tenham detectado spam -- explicação já desmentida por blogueiros.

sábado, julho 23, 2011

No mundo dos ídolos, 15 segundos de fama têm o fim aos 27

Billie Holiday bebeu hectolitros de conhaque, além de usar toda sorte de entorpecentes, e morreu aos 44. Miles Davis, amigo íntimo da heroína, transou em todas, do jazz ao rock elétrico, até morrer aos 65, em 1991. Keith Richards dispensa comentários. Elvis, que declinou em morfina, então, is not dead. Ozzy, que tive o prazer de vê-lo há poucos meses, continua na ativa, esbanjando, sejamos bonzinhos, boa vontade.

Há três anos, o João Renato Faria fez matéria para o Divirta-se prevendo a morte de Amy aos 27, que se juntaria desta forma ao panteão dos ícones Janis, Jim, Jimi, Jones e Cobain -- todos com o mesmo fim da cantora inglesa, encontrada morta em sua casa, neste sábado (23/7), segundo a polícia londrina.


Todas as palavras que evocam a criação de um ídolo, remete a transcendência (imortal, eterno, etc), deixando a vida em um plano bem inferior. Até mesmo o Aurélio, este seco e prático pai dos burros. "Ídolo: Objeto no qual se julga habitar um espírito e por isso venerado"

Não me espanta Amy Winehouse ter provocado a própria morte aos 27 para tornar-se imortal, talvez prevendo o declínio da própria carreira, que se esvaía a pó e álcool. No mundo dos ídolos, 15 segundos de fama têm o fim aos 27.


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quarta-feira, julho 20, 2011

O dia em que o Gigante da Avenida ficou pequeno


"Quando o juiz Ângelo Ferrari apitou o final do jogo, só não saiu para as ruas de Alfenas quem era ruim da cabeça ou doente do pé. Foi uma festa só, que varou a madrugada. Por que tanta alegria? Simplesmente porque a zebra esperou nada menos do que 41 anos para pegar de jeito o poderoso Atlético de Cerezo, Palhinha, Luisinho e Reinaldo. Em 1939, naquele mesmo estadinho, o Atlético dos legendários Kafunga e Mário de Castro, em sua primeira visita a Alfenas, ganhara de 5 a 1 do América local. Foi bom demais, pois o time da casa fez até gol.

Domingo, lá estava de novo o Galo. E como há 41 anos, um golzinho do Alfenense já seria excelente, mas não é que foi melhor, sô? Numa reposição defeituosa de bola de João Leite, Tatau fez 1 a 0 no primeiro minuto do segundo tempo. Depois, o goleiro Nivaldo e os becões Guilherme e Barra Mansa garantiram a vitória.

As 15 mil pessoas presentes ao estádio (renda recorde do interior mineiro: Cr$ 1.816.000) custaram a acreditar no que viam. E só acreditaram mesmo quando o jogo acabou. Aí, haja cerveja, haja rojões. E viva os heróis Tatau, Nivaldo e Barra Mansa"

Revista Placar, 10/10/1980.

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CURTAS

#AlfenensebiggerthanAtleticoMineiro 1
Por Twitter, o ex-goleiro e deputado estadual João Leite, em resposta a uma provocação minha e do deputado Pompílio, ex-prefeito de Alfenas, lamentou. "O Tatau me deixou sentado. única derrota do Galo no Mineiro de 1980".

#AlfenensebiggerthanAtleticoMineiro 2
No Facebook, o Alexandre Polaccowsky lembrou que " Esse Barrra Mansa fez história, já jogou no Minas de Boa Esperança, em 1988".

Se você tem mais histórias, sobre o jogo, deixe nos comentários


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Alfenense 1 x 0 Atlético

Ficha Técnica
Data: 05 de outubro de 1980
Local: Alfenas
Estádio: Francisco Leite Vilela, o Gigante da Avenida.
Motivo: 1ª Fase do Campeonato Mineiro 1980
Gol: Tatau, ao 1 do segundo
Público: 15.000
Renda: Cr$ 1.816.000,00
Árbitro: Ângelo Antônio Ferrari

Alfenense
Nivaldo; Sérgio Cunha, Guilherme, Barra Mansa e Vanderlei; Mauro, Ademir, Caca (Nenem) e Tatau; Larri (Toinho) e Edu.

Atlético
João Leite; Orlando, Osmar Guarnelli, Luisinho e Jorge Valença; Pedrinho (Heleno), Chicão, Toninho Cerezo e Renato Queiroz (Fernando Roberto); Eder Aleixo e Reinaldo