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quarta-feira, setembro 28, 2011

Entendendo Miles




Via Folha Ilustrada

sábado, junho 18, 2011

From John To Ton




A terceira passagem de John Pizzarelli por Belo Horizonte em menos de 10 anos reforçou ainda mais a ligação desse guitarrista norte-americano, de afinação e suíngue ímpares, com a música mineira. A apresentação no Teatro Oi Futuro, uma casa pequena para cerca de 350 pessoas, na sexta-feira (17/6), foi mais descontraída do que as anteriores, permitindo a John contar histórias e enumerar suas influências brasileiras: das alterosas, lembrou da vez em que Milton Nascimento assistiu a seu show, no Rio, de Paulo Braga e Toninho Horta.

Embora eu tenha visto o concerto de cerca de duas horas a seco -- em 2009, no Music Hall, o bar servindo rum e uísque deixou o clima mais saboroso --, percebi a destreza de Pizzarelli ao comandar um repertório cheio de standards e músicas populares estadunidenses intercaladas com o mais fino do instrumental reunido em quase trinta anos de carreira. Seu fiel baixista e irmão Martin Pizzarelli, o baterista Tony Tedesco e o pianista Larry Fuller completavam o quarteto.

No setlist, composições e músicas imortalizadas por Duke Ellington, Nat King Cole, irmãos Gershwins; músicas e arranjos próprios; a última parte com a sequência de Desafinado, Só Danço Samba e Garota de Ipanema; e o encerramento (como há dois anos) com Can't buy me Love, uma de suas (des)construções do álbum Meet the Beatles, de 1998.

Antes da feijoada do dia seguinte, servida no almoço do tradicional Paladino, aquele ali no caminho entre a orla da Pampulha e a Toca da Raposa, John pode conversar mais à vontade, durante um workshop e jam session ao lado de Toninho Horta, que está de volta a terra natal para comandar o projeto Aqui Ó Jazz (participe do grupo no Facebook e conheça o site).

O encontro, que contou ainda com Juarez Moreira, foi no Conservatório de Música da UFMG.

JOÃO GILBERTO

Meu pai (o guitarrista de swing jazz, Bucky Pizzarelli) ouviu João Gilberto no rádio do carro e comprou o disco Amoroso logo em seguida. Lembro de vê-lo ouvindo 'S wonderful e Besame Mucho e ele sempre voltava ao início tentando compreender como Gilberto avançava e atrasava o tempo. A gente ouvia só o lado A, de tanto que ele repetia as músicas tentando compreender. Há pouco tempo, com meu Ipod, passei a ouvir o lado B, Zíngaro, All of Me, uma vez que não tem a divisão ... (risos).

VIOLÃO BRASILEIRO
Existe o jeito de João Gilberto tocar (explica elevando a mão direita mais alto), existe o jeito de Toninho tocar (separando a mão esquerda do corpo, um pouco mais baixo em relação à direita). Também há o jeito do João Bosco. "Brrrinquedo de papel marchê" (dedilhando ao violão). Eu tento fazer algo no meio de tudo isso. São diferentes, ideias diferentes, nas mesmas seis cordas. É incrível.

TONINHO

Ouvi Toninho Horta em um K7 que ganhei da minha ex-namorada. Um dia ele apareceu no estúdio que estava gravando, em Nova York. Perguntei ao pessoal que me acompanhava. "Quem é aquele?". "Não sei, acho que é Ivan Lins". Mas na hora que soube que era Toninho, levei o tape para ele autografar.

Certa vez, no nosso apartamento em Nova York, ele apareceu. Meu pai chegou com o Toots Mondello (importante nome do sax alto do swing jazz). Toninho pegou a guitarra e tocou, acho que Gershwin, e todo mundo ficou maravilhado. Meu pai balançava a cabeça, boquiaberto, e me perguntava. "Who is that guy?"

MUSICALIDADE

Aprendo primeiro a harmonia para depois entender o acompanhamento. Aprendi isso, quase instintivamente, vendo o meu pai tocar. Eu sabia acompanhá-lo e, quando ele pedia para eu solar, já sabia onde estavam os acordes. Fica mais fácil, por exemplo, quando você se perder no solo: é só voltar na harmonia. Aprendi ouvindo muitos discos: Joe Pass, João Gilberto. Do meu pai, absorvi as harmonias. A música é o carro e a melodia, a gasolina.



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terça-feira, abril 05, 2011

Novos Horizontes



Projeto legal do João Marcos Veiga, do blog Notas Geraes, com o pianista Mauro Continentino, no Espaço 104, em BH.

quarta-feira, novembro 24, 2010

Sobre cafés e Julie London


Esse blog se esforça para encontrar combinações perfeitas e saborosas - quando muito, sinestésicas -, de jazz, café e cinema. Já misturou Ron Carter, esguio e elegante como um contrabaixo, com café torrado na hora, em comercial da Tully's; as notas soturnas de Miles, Jeanne Moreau e as noites parisienses, em Ascenseur pour L'èchafaud; Dizzy Gillespie com mocotó, em gravações esquecidas desde a década de 1970; entre outras viagens musicais, gastronômicas, astronômicas.

Um dos standards preferidos pelas divas do jazz (Ella, na versão mais popular, Sarah Vaughan, Peggy Lee, entre outras) Black Coffee demorou para emplacar suas notas no Moviola. E de todas versões, executadas entre as décadas de 1940 e 1960, escolhi a voz rouca e sexy da atriz Julie London, frequentemente lembrada pela atuação ao lado Gary Cooper, em O Homem do Oeste, faroeste de Anthony Mann.

Mesmo sem a extensão vocal de outras conceituadas cantoras de seu tempo, Julie tem respeitada discografia, com interpretações de Irving Berlin e irmãos Gershwin a Cole Porter e Tom Jobim. Foi a cantora mais popular por três anos consecutivos, conferidos pela Billboard, de 1955-57. Cry Me a River, de Arthur Hamilton, talvez seja sua interpretação mais lembrada.



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quinta-feira, outubro 21, 2010

Hoje é dia de Dizzy


O Google homenageia hoje, 21 de outubro, os 93 anos de nascimento de Dizzy Gillespie, ao lado de Charlie Parker, considerado pai do bebop e um dos principais difusores do Latin Jazz na América.

Dizzy nutria grande admiração pela música brasileira, gravou Chega de Saudade, de Tom (música) e Vinícius (letra), além de raríssimas sessões com o Trio Mocotó, em São Paulo (1974) – gravações reencontradas no começo de 2009 e que se transformara em uma das mais cobiçadas peças de colecionadores.

"Acho que em 15, 20 anos a música dos Estados Unidos, de Cuba e do Brasil, que são as mais importantes do mundo, vão se tornar uma só. E eu vou estar aí pra ver"

Dizzy não viu sua profecia, feita em 1985, se concretizar, pois morreu oito anos mais tarde.

Abaixo, gravação de No More Blues (Chega de Saudade), na riviera francesa, em 1965:




Trumpet - Dizzy Gillespie
Saxaphone/Flute - James Moody
Bass - Christopher White
Piano - Kenny Barron
Drums - Rudy Collins




___________________________

Conforme já apresentou este blog, Dizzy gravou, em turnê por terras brasileiras, em 1974, um disco raríssimo com o Trio Mocotó, material nunca lançado, que ficou sumido até 2009. Sobre Dizzy e a música cubana, leia isso . O bebop é citado no texto O Jazz na tela grande. A música cubana, por regra, foi representada pelo post sobre Buena Vista Social Club e demais ritmos latinos estão aqui.

sábado, outubro 09, 2010

In Vento Cais



Para quem quer se soltar invento o cais
Invento mais que a solidão me dá
Invento lua nova a clarear
Invento o amor e sei a dor de me lançar
Eu queria ser feliz
Invento o mar
Invento em mim o sonhador
Para quem quer me seguir eu quero mais
Tenho o caminho do que sempre quis
E um saveiro pronto pra partir
Invento o cais
E sei a vez de me lançar

terça-feira, outubro 05, 2010

Centoequatro Jazz

O som reverbera pelo salão amarelado
Do centenário Centroequatro.

Reluz o sax, bailam
bonecos de arame
Mesas e cadeiras
No compasso do jazz




(Nem) Tudo é Jazz 2010 - Ouro Preto/MG - Set.2010

segunda-feira, abril 05, 2010

Agenda de Jazz em Belo Horizonte - Abril 2010

Via Clube de Jazz

Neném & Beto Lopes + Convidado
O compositor, contrabaixista e guitarrista Beto Lopes junto com o baterista Esdra "Neném" Ferreira, apresentam toda terça um show instrumental, trazendo sempre, um convidado especial.

Data - 06/04/2010 a 27/04/2010
Local - Conservatório Bar: Rua Timbiras, 2041 - Centro.
Horário - Terça-feira, às 23h00.
Informações - Tel.: (31) 3213-8375. Couvert: R$5,00. Site

Alex Lima & Leonardo Araújo

O trompetista Alex Lima interpreta temas de jazz e música brasileira nessa terça. Sempre dividindo seus improvisos com grandes instrumentistas, desta vez estará acompanhado pelo violonista Leonardo Araújo. Alex apresenta um estilo próprio, expressivo e melodioso. Apreciador dos “Young Lions”, de Chet Baker e Nicholas Payton, Alex leva suas interpretações com rigidez estilística.

Data - 06/04/2010
Local - Barracão Butiquim: Rua Antônio Justino, 438 - Pompeia
Horário - Terça-feira às 20h30.
Informações - Tel:(31) 3481-0624. Couvert: R$ 6,00. Site

Richard Mercier Trio

Uma boa pedida para essa terça é o trio formado pelo saxofonista francês Richard Mercier, pelo baterista Esdra "Nenem" Ferreira e por e Yan Vasconcelos no contrabaixo acústico. No repertório, temas do jazz de John Coltrane, Charlie Parker, Sonny Rollins e Dexter Gordon, além de composições autorais.

Data - 06/04/2010
Local - Conservatório da UFMG: Av, Afonso Pena, 1534 - Centro
Horário - Terça-feira, às 20h30.
Informações (31) 3409-8300. Ingresso: R$ 10,00 e 5,00 (meia). Site

Eneias Xavier Quarteto

O contrabaixista Enéias Xavier se apresenta com seu quarteto formado por Lincoln Cheib (bateria), Matheus Barbosa (guitarra) e Fabiano Martins (sax-tenor). O repertório do quarteto terá algumas músicas do último cd de Enéias, "Peregrino", e também standards do jazz contemporâneo.

Data - 07/04/2010 a 14/04/2010
Local - Café do Sol: Av do Contorno, 3301 - Santa Efigênia
Horário - Quarta-feira, às 21h30.
Informações - Site

Balaio de Jazz no Mixido

O trio "Balaio de Jazz" apresenta um repertório que faz releituras das músicas brasileira e americana. A banda é formada por Giovanni Mendes (baixo - foto), Fernando Delaretti (teclado) e Hudson Vaz (bateria).
Data -07/04/2010 a 14/04/2010
Local -Bar Mixido: Av. Contorno, 5602 - Savassi.
Horário - Quarta-feira, às 20h00.
Informações - Tel.: (31) 3221-0886. Sem couvert. Website

Amauri Ângelo & Alex Lima

Nessa sexta, em Macacos, quem se apresenta é o duo formado pelo guitarrista e professor Amauri "Aranha" Ângelo, e pelo trompetista Alex Lima. O repertório será de standards de jazz e da música instrumental brasileira.

Data - 09/04/2010
Local -Sebastião Pizzeria: Rua Dona Maria da Gloria, 836 - Macacos
Horário -Sexta-feira, às 22h00.
Informações -Tel:(31) 3547-7203. Couvert: R$ 8,00.

Duo de Jazz em Pasárgada

No Preferido do Rei, na entrada do Condomínio Pasárgada, a presença do duo formado por Giovanni Mendes (contrabaixo) e Fernando Delaretti (teclado - foto) e quem mais quiser levar seu instrumento para uma canja. O repertório se divide entre standards de jazz e mpb de qualidade.

Data - 09/04/2010 a 16/04/2010
Local - Preferido do Rei: Estrada do Condomínio Pasárgada - Nova Lima
Horário - Sexta-feira, às 19h00.
Informações - Tel: (31) 3547-7002.

Iara de Andrade

A atração musical em macacos nesse sábado nessa sexta, é a apresentação da acordeonista Iara de Andrade. O repertório está baseado em standards de jazz e instrumental brasileiro.

Data - 10/04/2010
Local - Sebastião Pizzeria: Rua Dona Maria da Gloria, 836 - Macacos
Horário - Sábado, às 22h00.
Informações - Tel: (31) 3547-7203. Couvert: R$ 8,00.

Mark Lambert Quarteto

Músico americano, Lambert é guitarrista, cantor, compositor e arranjador, especializado em jazz, blues, pop, MPB e música clássica. Durante a década de 90, foi diretor musical de Astrud Gilberto, com quem produziu seus dois últimos CDs. Lambert também tem uma extensa ficha de colaborações em palco, tendo tocado com New Your Voices, Toninho Horta, Bebel Gilberto, Eliane Elias e Little Jimmy Scott. No repertório, clássicos do jazz e pérolas do rock (Bob Dylan, The Police) em versões surpreendentes…

Data - 10/04/2010 a 24/04/2010
Local - Chicletes com Guaraná Bar: R. Alvarenga Peixoto, 388 - Lourdes
Horário - Sábado, às 21h00.
Informações - Couvert: R$ 30,00. Reservas: (31) 2512-6252.

terça-feira, março 16, 2010

Lesson 1 - O dia em que Tom entortou o jazz americano




-Yeah, 'cause the rhythm section does..
-(...) ........ahm... (...) You mean the rhythm section?...
DAP-DADAP-DADAPDA-DA-DAAAA-DAP -DADAPDA-DAP-DAP DAP!

-Eh, um... Yeah, like, I play it backwards because bla...
-DAP-DADAP-DADAPDA-DA-DAAAA-DAP-DADAPDA-DAP-DAP DAP!





domingo, novembro 29, 2009

#videodasemana: Dizzy Gillespie - Tin Tin Deo (1965)



Embora seu nome seja sempre acompanhado de duas vírgulas reducionistas, atribuindo-lhe a alcunha de "um dos pais do Bebop", Dizzy Gillespie também é responsável pela difusão de uma das mais criativas fusões do jazz americano: a vertente afro-cubana, mais tarde conhecida como Latin Jazz.

Influenciado desde a década de 1930 por músicos e compositores da ilha, como Mario Bauzá e Chano Pozo, Dizzy apresentou em 1947, no Carnegie Hall, seu primeiro sucesso afro-cubano, a obra-prima Manteca, em parceria com Pozo. Além de escrever seu nome como um dos precursores do gênero em formação, o trumpetista também cessara as reclamações do público, de que o bebop não servia para dançar.

Nas décadas seguintes, Dizzy continuou seu esforço pela aproximação da música cubana, americana e brasileira. Na década de 1970, visitou Cuba pela primeira vez, firmando parceria com o também trumpetista Arturo Sandoval. Na década seguinte, formou a United Nation Orchestra, que chegou a se apresentar no Brasil, em 1991.

"Acho que em 15, 20 anos a música dos Estados Unidos, de Cuba e do Brasil, que são as mais importantes do mundo, vão se tornar uma só. E eu vou estar aí pra ver"


Dizzy não viu sua profecia, feita em 1985, se concretizar, pois morreu oito anos mais tarde. No vídeo acima, outra parceria de Dizzy e o compositor e comediante cubano Chano Pozzo, Tin Tin Deo, executado em 1965, pelo quinteto de Dizzy, ao trumpete, James Moody, ao sax, Christopher, ao baixo, Kenny Barron, ao piano e Rudy Collins, à bateria.

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Conforme já apresentou este blog, Dizzy também gravou, em turnê por terras brasileiras, em 1974, um disco raríssimo com o Trio Mocotó, material nunca lançado, que ficou sumido até início deste ano. O bebop é citado no texto O Jazz na tela grande. A música cubana, por regra, foi representada pelo post sobre Buena Vista Social Club e demais ritmos latinos estão aqui.

sábado, novembro 21, 2009

#videodasemana: John Coltrane - Naima (1965)




Apesar de A Love Supreme ser, com todos os méritos, o disco mais louvado de John Coltrane, meu preferido é o Giant Steps, álbum de 1960, o segundo do saxofonista lançado pelo selo Atlantic. Recheado de clássicos, que se tornaram standards do gênero nas décadas seguintes, como Giant Steps, Cousin Mary e Naima, o álbum foi escolhido o número 102 na lista dos maiores e mais influentes álbuns de todos os tempos.

Acima, Coltrane executa Naima, a sexta faixa de Giant Steps. É acompanhado por McCoy Tyner, ao piano, Jimmy Garrison, ao baixo e Elvin Jones, à bateria. Apresentação de 25 de julho de 1965, em Antibes, na costa azul francesa.

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John Coltrane foi citado neste blog em diversas matérias sobre o cinquentenário do Kind of Blue, do trompetista Miles Davis, gravado em 1959. Outros vídeos e matérias de Jazz você encontra neste link aqui.

quarta-feira, novembro 04, 2009

Coffee, Jazz and Ron Carter (parte.3)

Há um mês e meio postei dois comerciais estrelados pelo baixista Ron Carter, o primeiro para a cafeteria Tully's e o outro para o uísque Suntory, ambos para a TV Japonesa. Nos segundo, até coloquei um breve texto sobre a bebida, principal uísque à base de malte da terra do sol nascente.

Esses dias, em outra incursão pelo Youtube descobri outras duas propagandas protagonizadas pelo baixista. No primeiro player, está uma outra versão para o Suntory Whisky White. No segundo, gravado em 1988, não dá pra reconhecer a marca, mas creio ser de outra bebida.



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+ sobre Ron Carter neste blog:
- Coffee, Jazz and Ron Carter (parte.1)
- Coffee, Jazz and Ron Carter (parte.2)
- Se Deus tivesse uma voz
- Vídeo: Nada será como antes

sábado, outubro 24, 2009

#videodasemana: Miles Davis - Générique (1958)

A combinação é infalível: Miles Davis, Jeanne Moreau e a noite parisiense. O encontro foi em Ascenseur pour L'èchafaud, do francês Louis Malle, em 1958. Ainda escreverei alguns detalhes da gravação da trilha sonora feita pelo trompetista. Inclusive sobre o mito do naco de pele soltando da boca de Miles que, segundo jazzofilos, teria influenciado na sonoridade do disco.

Ah! e a película, da época que a Nouvelle Vague estava começando a engatinhar, é maravilhosa. Suspense, beleza estética e música para os ouvidos dos amantes do cinema.





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sexta-feira, outubro 09, 2009

#videodasemana: Milton Nascimento - Nada será como antes

Milton Nascimento cantando "Nada será como antes", em Nova York, acompanhado por Herbie Hancock, ao piano, Ron Carter, ao baixo, pelo percussionista brasileiro Naná Vasconcelos, entre outros :



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domingo, outubro 04, 2009

Hot... very, very hot!!!


Conheci Squirrel Nut Zippers há quatro anos e desde então não parei de ouví-los. Bela dica do @Magruzmolotov. É uma banda de swing contemporâneo - uma espécie de revival das big bands da década de 1930, com uma pitada de irreverência -, formada em 1993, na Carolina do Norte, sob a liderança do multi-instrumentista "Jimbo" Mathus, com o cast fortalecido pela bela voz de Katherine Whalen.

Após hiato de sete anos, o SNZ voltou em 2007 e lança mundialmente neste mês o Lost at Sea, álbum gravado ao vivo em dezembro do ano passado, em Nova York. No repertório, clássicos dos primeiros álbuns do grupo, do Hot (1995, meu favorito) ao Perennial Favorites (1998).

Para quem quiser conhecer um pouco mais do estilo, vale dar uma bisbilhotada também nos grupos Big Bad Voodoo Daddy e nos trabalhos solos de Katherine. Todos carregam um tom cômico e irônico em suas músicas e clipes.

Abaixo dois vídeos do Squirrel, "Hell" e "Put a Lid on It", as duas principais faixas do segundo disco da banda, Hot.




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domingo, setembro 27, 2009

Coffee, Jazz and Ron Carter (parte.2)

Há pouco tempo, publiquei aqui o comercial estrelado pelo baixista Ron Carter para a cafeteria Tully`s japonesa. Fuçando mais um pouco no Youtube, descobri este outro vídeo do baixista, desta vez gravado para o uísque japonês Suntory:



Não encontrei muitas informações sobre a bebida em sites brasileiros - até para matar minha curiosidade do por quê ela é servida quente na propaganda. Segundo esta página britânica, o uísque japonês sempre foi apreciado por bebedores mais sofisticados, mas só ganhou rnotoriedade internacional após investir no uísque à base de malte.

A Suntory é a principal investidora neste tipo de produção, hoje com o status de mais importante nome de uísque oriental, com grande variedade de produtos - de 10 a 18 anos. O preço , de um 10 anos, gira em torno de 35 euros. Além de Ron, encontrei este outro vídeo, com o pianista Herbie Hancock, parceiro do baixista no quinteto de Miles Davis na década de 1960.



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sexta-feira, setembro 25, 2009

Festival I Love Jazz


Vai de hoje a domingo (27/09/09) a edição mineira do I Love Jazz – terceiro festival do gênero que chega a Belo Horizonte em um mês e segundo que traz na programação homenagem ao mestre do swing (o estilo, não a troca de casais), Benny Goodman, que completaria 100 anos em 2009, não fosse a morte o ter levado aos 77.

No cast da Benny Goodman Centenial Band, formada apenas para homenagear o centenário do bandleader – mas que já tem agenda pelo menos até o aniversário de 102 anos –, estão o trompetista Warren Vaché e o baixista Phil Flanigan, que tocaram com o clarinetista.


Além da big band, também passam pelo palco da Praça do Papa a cantora am
ericana Catherine Russell (filha do pianista panamenho Luis Russell, arranjador de Louis Armstrong), que traz no repertório o jazz da década de 1920 e 1930, e a irreverente Pink Turtle, que fecha a noite de sexta. Encerando o evento, domingo, a The New Orleans Joymaker.

Para saber mais sobre o festival, clique aqui. Já para conhecer um pouco mais sobre Benny Goodman, confira este artigo publica no Moviola mês passado.

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Leia +

100 anos de Benny Goodman
Ron Carter no Tudo é Jazz 2009
Russo Jazz Band no Tudo é Jazz 2009
Gunhild Carling no Jazz Festival Brasil
Quarteirões de Jazz - Belo Horizonte

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quarta-feira, setembro 23, 2009

Coffee, Jazz e Ron Carter

Tive o prazer de assistir duas apresentações do baixista Ron Carter no Brasil. Ambas no Festival Tudo é Jazz de Ouro Preto - em 2008, acompanhando Milton Nascimento, com quem gravou o disco Angelus (1993), e neste ano ao lado de Madeleine Peyroux, em show homenageando Billie Holiday.

Carter, uma figura de 1,90 tão elegante quanto um contra-baixo, já transou em todas, de Miles Davis a Chet Baker a outras centenas de álbuns de estúdio. É das últimas almas vivas dos tempos áureos do jazz, que ainda peregrina pelo mundo, a exemplo dos ex-parceiros de quinteto Herbie Hancock e Wayne Shorter e do saxofonista Sonny Rollins.

Assistindo apresentações de Carter no Youtube dei de cara com um delicioso comercial do baixista gravado para a filial da cafeteria Tully`s no Japão. São apenas 15 segundos, capazes de te deixar com água na boca por um bom espresso.

Ao contrário de Carter, a Tully`s não chegou ao Brasil. Sem trilhar o mesmo caminho de outra americana de Seattle, a Starbucks, que já está em várias esquinas de São Paulo e Rio, a cafeteria não tem planos para o mercado brasileiro (neste blog, a Tully`s já foi citada em coluna de Lucas Mendes, sobre a vontade de Obama sediar um grande evento esportivo na terra do grunge).




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terça-feira, setembro 22, 2009

Uma antiga e sempre boa novidade


A Russo Jazz Band não é a principal atração das edições do Festival Tudo é Jazz, mas é a garantia de satisfação do público, que lota Ouro Preto todos os anos. Com o repertório recheado de standards, o sexteto percorre as ruas centenárias da cidade com musicalidade, criatividade e muito bom humor.

O estilo do grupo paulistano - que já tem green card mineiro pelo número de exibições -, faz lembrar as antigas formações dos primórdios do jazz, de fim da década de 1910 e meados do decênio seguinte, com levadas de Dixieland e New Orleans.

Abaixo, dois vídeos que registrei da Russo Jazz Band no último fim de semana, na edição 8 do Festival Tudo é Jazz. Nos próximos posts, comentarei mais alguma coisa do festival, que teve Tributo a Lady Day (com Mart`nália arrepiando cinco mil pessoas no largo do Rosário) e a incrível apresentação dos franceses do Lafé Béme. Para baixar as músicas do grupo, basta clicar aqui.



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