sábado, junho 23, 2012

Um dia sem futebol

Em setembro do ano passado, um torcedor do Alianza Lima morreu em uma briga entre a torcedores de sua equipe e do Universitario -- clássico do futebol peruano -- no estádio Monumental de Lima.

Walter Oyarce, que foi arremessado de uma tribuna do estádio, tinha 24 anos e faleceu quando era levado em uma ambulância a um hospital de Lima. A polícia não conseguiu prender o agressor porque torcedores impediram que as autoridades o encontrassem.

Dias depois, a Federação Peruana de Futebol anunciou que o campeonato retornaria no mês seguinte e proibiu a torcida de entrar nos estádios.

Para o diário esportivo El Bocón, a violência culminaria na morte do futebol nacional. Em protesto, saiu com os espaços comumente dedicados ao futebol em branco. Um jornal sem notícias, com uma mensagem: "Continuar com a violência só fará  nosso futebol desaparecer. Cuidemos do futebol, cuidemos da vida.

A iniciativa venceu o Leão de Ouro em Cannes, categoria "Best use in Print"



Vi no Midia Mundo

sábado, junho 16, 2012

Nocaute no boxe mineiro

A história sempre nos surpreende. E foi puxando fio por fio (do telefone), página por página (do acervo do EM) e personagem por personagem, que reconstruí uma época gloriosa do esporte mineiro que caiu no ostracismo: os anos de ouro do boxe, que revalizava com o futebol na era pré-Mineirão. As histórias dos lutadores, hoje septuagenários, são deliciosas, de cinema.

Renan Damasceno - Estado de Minas

Quarta-feira, 20h30. O público ainda se acomodava na arquibancada do Ginásio do Paissandu, na Lagoinha, e as câmeras da TV Itacolomi passavam pelo último teste antes de a luz principal acender e o alvoroço se aquietar. “Boa noite, senhoras e senhores. Está começando mais um Telebox Bemoreira. Deste lado do ringue...”, era o procedimento quase litúrgico do narrador Ulisses Nascimento, o Gravatinha, ao anunciar os lutadores que, no fim da década de 1950, movimentavam a capital mineira em acaloradas lutas de boxe....

domingo, junho 03, 2012

Mudaram as estações ...

Vídeo disponibilizado pelo British Council (aqui) mostra como era o processo de confecção de um jornal impresso em 1942.

Desde então, saíram as máquinas de escrever e chegaram os computadores, as prensas deram lugar às rotativas modernas e a pesquisa digital poupa os jornalistas de consultar tomos e mais tomos no departamento de documentação.

Já o processo de produção, da reunião de pauta ao deadline, passando pela apuração e redação, pouca coisa mudou.

  Via Webmanario

Jornalismo e memória

O Estado de S. Paulo disponibilizou no fim de maio uma preciosidade para pesquisadores, historiadores e interessados pelas mudanças do país e do mundo no último século. Estão no ar as edições editalizadas de 137 anos do diário paulista, desde a primeira edição em 4/1/1975 do então A Província de S. Paulo. São 2,4 milhões de páginas.

Os detalhes da digitalização, aqui. E o link para o Acervo Estado, aqui

Outros dois importantes jornais também têm seu acervo para pesquisas na web. A Folha de S. Paulo -- que reúne também as páginas de Folha da Manhã e Folha da Noite, desde 1921 -- e o extinto Última Hora, que teve as 36 mil páginas de cinco anos de jornal (1951-56) digitalizadas pelo Arquivo Público de São Paulo.


Divirtam-se.