terça-feira, julho 17, 2012

Olimpíada em rede

Estamos a pouco mais de uma semana dos Jogos Olímpicos de Londres. Apesar do esforço de organizadores em controlar o acesso dos atletas às redes sociais e limitar o compartilhamento de conteúdo feito pelo público de dentro das arenas, a internet vai ter impacto significativo na maneira em que os espectadores se relacionam com o maior evento no esporte. Ninguém ficará de fora, mesmo se o interesse for mínimo.

Em Pequim, eram 6 milhões de contas no Twitter. Hoje, mais de 140 milhões. Neste período, o Facebook se consolidou como principal rede social, com mais de 900 milhões de usuários. Alguém duvida que qualquer fato olímpico relevante -- conquista ou fiasco -- vai ocupar em poucos minutos o topo dos Trending Topics ou a timeline do Facebook?



Com informações do Mashable via @midia8

O novo Pelé

A edição especial Veja Olimpíada, nas bancas desde ontem, faz alusão à histórica capa da primeira edição da extinta Realidade, de abril de 1966, com Pelé vestido de guarda da rainha, dois meses antes da Copa do Mundo da Inglaterra. O "novo Pelé" é Neymar, também ídolo santista, principal esperança da inédita medalha de ouro olímpica – a conquista que falta para a galeria de títulos da Seleção Brasileira.

A aposta foi boa, mas que a homenagem não termine de forma trágica, a exemplo da campanha verde-amarela que buscava o tri consecutivo em 1966. Na ocasião, o time do técnico Feola venceu Bulgária por 2 a 0 e foi derrotado por Portugal e Hungria, ambos por 3 a 1, caindo na primeira fase.



segunda-feira, julho 16, 2012

Woody Allen, meus 10 filmes preferidos

Ainda no embalo de "Para Roma, com amor" -- novo filme do Woody Allen em homenagem às cidades europeias, que chega à capital italiana depois de passar por Londres, Barcelona e Paris --, saí do cinema tentando listar meus filmes preferidos do diretor.

Claro que Woody Allen dirige mais filmes do que eu tenho tempo para vê-los. Mas assistir um, assim como abrir um pacote de biscoitos, torna impossível deixar de devorar o próximo. E assim foi desde que vi Desconstruíndo Harry, há alguns anos.

Depois de muito pensar e pesar cheguei à lista dos 10, respeitando ESTRITAMENTE MEU GOSTO. Desta forma, alguns títulos, como o consagrado Hannah e suas irmãs, na lista de 9 em cada 10 apaixonados por Allen, não está na minha relação. Também por este critério, deixo claro que qualquer filme com Diane Keaton leva ampla vantagem sobre os demais.

Por não ter conhecimento técnico e cinematográfico suficientes, desconsidero fotografia ou profundidade do roteiro, deixando de fora, por exemplo, filmes daquela onda meio bergmaniana da década de 1980, para mim, meio chatos. Para me limitar, resolvi escrever poucas linhas sobre cada filme. Para saber mais, corra para a locadora (ou para o Megaupload, f*** S.O.P.A).


1 - Meia-noite em Paris (2010)
Juntar Hemingway, Fitzgerald, Buñuel, entre outros, em um mesmo enredo tornando-os personagens tipicamentes de Woody Allen, sem ser artificial e ainda conectando-os ao nosso tempo, é o grande trunfo do filme. E ainda tem Paris e Marion Cottilard.

2 - Manhattan (1979)
Tem a Diane Keaton. A trilha sonora é assinada por Gershwin, a fotografia em um romântico preto e branco e os personagens naqueles desencontros e questionamentos de sempre.

3 - Zelig (1983)
Um falso-documentário divertidíssimo sobre Zelig (WA), que assumia as feições das pessoas que convivia. Atuação primorosa.

4 - Tudo o que você queria saber sobre sexo (mas tinha medo de perguntar) (1972)
Uma série de esquetes que vai do TV show "qual é a sua perversão?", com Gene Kelly, à ficção científica que resulta em uma teta gigante e assassina. O Grand Finale é o espermatozóide quertionador vivido por Allen.

5 - Annie Hall (1977)
É o auge dos romances neuróticos do diretor. Talvez seja o filme que melhor sintetiza o seu estilo.

6 - A última noite de Boris Grushenko (1975)
Uma sátira dos grandes romances russos. Boris é um soldado covarde e medroso, um anti-herói que, temeroso com a morte, resolve chamá-la para dançar.

7 - Desconstruíndo Harry (1996) 
Depois de passar por uma fase com filmes mais "profundos" e viver um inferno astral no divórcio com Mia Ferrow, Allen renasce com esse filme. Comédia ao seu melhor estilo.

8 - A Era do Rádio (1987)
As trilhas sonoras são a cereja de bolo dos filmes do diretor, geralmente revivendo e redescobrindo algum clássico do jazz da década de 1930/1940. Neste filme, ele resolve fazer da música e dos anos de ouro os seus protagonistas.

9 - Dorminhoco (1973)
Comédia pastelão de primeiríssima qualidade. Allen em atuação a Buster Keaton. Por falar em Keaton, tem a Diane (no auge).

10 - Vicky Cristina Barcelona (2008)
Poderia fechar a lista com o ágil e sarcástico Bananas ou com o mamão com açucar Match Point. Mas Vicky Cristina reúne ótimos atores, uma bela cidade e um diretor que não tem medo de se reinventar.

segunda-feira, julho 09, 2012

Perdeu como britânico


Uma frase do chefe de esportes da BBC, Tom Fordyce, resumiu na medida exata a derrota do anfitrião Andy Murray para o suíço Roger Federer, na decisão do Aberto de Wimbledon, neste domingo, no sul da capital inglesa: Murray perdeu a final, mas ganhou o coração dos britânicos. Sem título de um tenista da casa desde o tri de Fred Perry, 1934-1936, e com a frustração de sete quedas em semifinais nos últimos anos com Tim Henman e com o próprio Murray, os britânicos vislumbravam, enfim, encerrar o jejum de sete décadas. Mas ainda não foi desta vez.

Apesar da frustração, os fãs entenderam o esforço de Murray e, claro, a superioridade de Federer -- o maior tenista de todos os tempos e, com o troféu, o melhor por mais tempo, superando Sampras em número de semanas como nº1 do mundo, com 287. As lágrimas do britânico estamparam todas as capas, acompanhadas de frases de apoio.

Murray sai fortalecido de Wimbledon e encerrou uma maldosa brincadeira que o acompanha: quando vence é britânico. Se perde é escocês.

Desta vez, Murray perdeu como britânico.