quarta-feira, setembro 30, 2009

Cobertura em Honduras não vai além do muro da Embaixada


A crítica começou segunda-feira numa rodada de cerveja com três ex-professores e tomou corpo ontem, quando comecei a ler a coleção da Unesp sobre as revoluções guatemalteca e nicaraguense: a imprensa não tem ido além dos muros da Embaixada brasileira em Honduras e a cobertura do golpe contra Manuel Zelaya - o primeiro deflagrado em tempos de crise financeira -, é limitada à capital do país, Tegucigalpa.

Com a economia ainda abalada - o que acentuou a crise no jornalismo impresso -, poucos jornais têm financiado repórteres no exterior. O resultado é uma cobertura uníssona, baseada nas agências de notícias e nas informações do Itamaraty. Nos últimos dias, pouco foi visto sobre a tensão política fora da Embaixada do Brasil, que abriga o presidente deposto e seu inseparável chapéu branco.


Nem o mais otimista publicitário do Governo poderia imaginar que a imagem de um simples quadro com uma arara azul e um "Brasil" bem grande escrito de amarelo, debaixo da frase "Se viajar é sua paixão, o Brasil é seu destino" poderia correr o mundo, como foi nos últimos dias com as intermináveis imagens dos pró-zelayas acampados na embaixada.

Nada além de Tegucigalpa

Em artigos reunidos em seu livro Conexão Manhattan, Lucas Mendes, que cobriu América Central quando repórter da sucursal NY da Rede Globo, contou as situações desumanas as quais se submetia para contar como os golpes, contragolpes e revoluções afetavam a vida da população, dentro e fora das capitais.

Para tanto, Lucas, para mim um dos mais brilhantes textos da televisão brasileira, quase viu sua cobertura da queda de Somoza fugir de controle em Jalapa, cidade ao extremo norte da Nicarágua, quando o carro de reportagem furou o pneu e a equipe teve que dormir numa pensão rodeada de sandinistas.

Honduras tem população estimada de quase 8 milhões, nos quais quase 1,5 milhões vivem na capital Tegucigalpa, centro dos conflitos. O país é dividido em 18 departamentos, que se desdobram em 298 municípios. Hoje e, pelo jeito, até o desfecho do empasse político na país centro-americano, pouco se sabe o quanto o golpe tem afetado a vida da população camponesa e de cidades afastadas da capital que não estão diretamente ligados às manifestações.

Enquanto isso, Zelaya descansa no sofá da embaixada para o deleite dos fotógrafos das agências.

segunda-feira, setembro 28, 2009

Lançamento: Não foi por acaso

O jornalista Marcelo Freitas – prêmio Esso de Jornalismo, em 2001, no caso dos supersalários dos deputados estaduais mineiros – lança nesta segunda-feira (28) o livro "Não foi por acaso", sobre o massacre dos trabalhadores que construíram a Usiminas, em Ipatinga. Mesmo antes de lê-lo, admiro o esforço do autor em não deixar cair no ostracismo uma das páginas negras da ação da ditadura militar em nosso estado.

Poucas páginas já foram escritas sobre o assunto, tratado até hoje com receio pela população do Vale do Aço. O pouco que sei, foi tirado de conversas com o atual presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga, Luiz Carlos Miranda, que dirige há seis mandatos um dos sindicatos mais importantes da América Latina. Luiz fez parte desta história.

Marcelo Freitas, embora nunca tenha me dado aula, foi um dos guias da minha formação. Tive a honra de convidá-lo à minha banca de monografia, na qual em troca recebi grandes contribuições. O lançamento é hoje, às 21h, na Casa de Cultura da Faculdade Estácio de Sá.

domingo, setembro 27, 2009

Coffee, Jazz and Ron Carter (parte.2)

Há pouco tempo, publiquei aqui o comercial estrelado pelo baixista Ron Carter para a cafeteria Tully`s japonesa. Fuçando mais um pouco no Youtube, descobri este outro vídeo do baixista, desta vez gravado para o uísque japonês Suntory:



Não encontrei muitas informações sobre a bebida em sites brasileiros - até para matar minha curiosidade do por quê ela é servida quente na propaganda. Segundo esta página britânica, o uísque japonês sempre foi apreciado por bebedores mais sofisticados, mas só ganhou rnotoriedade internacional após investir no uísque à base de malte.

A Suntory é a principal investidora neste tipo de produção, hoje com o status de mais importante nome de uísque oriental, com grande variedade de produtos - de 10 a 18 anos. O preço , de um 10 anos, gira em torno de 35 euros. Além de Ron, encontrei este outro vídeo, com o pianista Herbie Hancock, parceiro do baixista no quinteto de Miles Davis na década de 1960.



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sexta-feira, setembro 25, 2009

Festival I Love Jazz


Vai de hoje a domingo (27/09/09) a edição mineira do I Love Jazz – terceiro festival do gênero que chega a Belo Horizonte em um mês e segundo que traz na programação homenagem ao mestre do swing (o estilo, não a troca de casais), Benny Goodman, que completaria 100 anos em 2009, não fosse a morte o ter levado aos 77.

No cast da Benny Goodman Centenial Band, formada apenas para homenagear o centenário do bandleader – mas que já tem agenda pelo menos até o aniversário de 102 anos –, estão o trompetista Warren Vaché e o baixista Phil Flanigan, que tocaram com o clarinetista.


Além da big band, também passam pelo palco da Praça do Papa a cantora am
ericana Catherine Russell (filha do pianista panamenho Luis Russell, arranjador de Louis Armstrong), que traz no repertório o jazz da década de 1920 e 1930, e a irreverente Pink Turtle, que fecha a noite de sexta. Encerando o evento, domingo, a The New Orleans Joymaker.

Para saber mais sobre o festival, clique aqui. Já para conhecer um pouco mais sobre Benny Goodman, confira este artigo publica no Moviola mês passado.

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Leia +

100 anos de Benny Goodman
Ron Carter no Tudo é Jazz 2009
Russo Jazz Band no Tudo é Jazz 2009
Gunhild Carling no Jazz Festival Brasil
Quarteirões de Jazz - Belo Horizonte

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quarta-feira, setembro 23, 2009

Coffee, Jazz e Ron Carter

Tive o prazer de assistir duas apresentações do baixista Ron Carter no Brasil. Ambas no Festival Tudo é Jazz de Ouro Preto - em 2008, acompanhando Milton Nascimento, com quem gravou o disco Angelus (1993), e neste ano ao lado de Madeleine Peyroux, em show homenageando Billie Holiday.

Carter, uma figura de 1,90 tão elegante quanto um contra-baixo, já transou em todas, de Miles Davis a Chet Baker a outras centenas de álbuns de estúdio. É das últimas almas vivas dos tempos áureos do jazz, que ainda peregrina pelo mundo, a exemplo dos ex-parceiros de quinteto Herbie Hancock e Wayne Shorter e do saxofonista Sonny Rollins.

Assistindo apresentações de Carter no Youtube dei de cara com um delicioso comercial do baixista gravado para a filial da cafeteria Tully`s no Japão. São apenas 15 segundos, capazes de te deixar com água na boca por um bom espresso.

Ao contrário de Carter, a Tully`s não chegou ao Brasil. Sem trilhar o mesmo caminho de outra americana de Seattle, a Starbucks, que já está em várias esquinas de São Paulo e Rio, a cafeteria não tem planos para o mercado brasileiro (neste blog, a Tully`s já foi citada em coluna de Lucas Mendes, sobre a vontade de Obama sediar um grande evento esportivo na terra do grunge).




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terça-feira, setembro 22, 2009

Uma antiga e sempre boa novidade


A Russo Jazz Band não é a principal atração das edições do Festival Tudo é Jazz, mas é a garantia de satisfação do público, que lota Ouro Preto todos os anos. Com o repertório recheado de standards, o sexteto percorre as ruas centenárias da cidade com musicalidade, criatividade e muito bom humor.

O estilo do grupo paulistano - que já tem green card mineiro pelo número de exibições -, faz lembrar as antigas formações dos primórdios do jazz, de fim da década de 1910 e meados do decênio seguinte, com levadas de Dixieland e New Orleans.

Abaixo, dois vídeos que registrei da Russo Jazz Band no último fim de semana, na edição 8 do Festival Tudo é Jazz. Nos próximos posts, comentarei mais alguma coisa do festival, que teve Tributo a Lady Day (com Mart`nália arrepiando cinco mil pessoas no largo do Rosário) e a incrível apresentação dos franceses do Lafé Béme. Para baixar as músicas do grupo, basta clicar aqui.



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domingo, setembro 20, 2009

Vida de cozinheiro (parte.1)


Está no Comunique-se de 18/09/09:

Com fim do diploma, curso promete

formar jornalista em 45 horas

“Diploma não é necessário. Para trabalhar como Jornalista, faça um curso rápido”. É dessa maneira que a empresa Cursos 24 Horas anuncia treinamento para pessoas interessadas em trabalhar com jornalismo na Internet. Com custo de R$ 40 e duração de 45 horas, o curso promete formar “um Cyber Repórter de sucesso”.

“A queda da obrigatoriedade do diploma continua incentivando o surgimento de maus profissionais. Depois dos concursos sem exigência do diploma, agora há um site na internet oferecendo um curso completo de jornalismo online em apenas 45 horas, ou seja, menos de dois dias corridos. Um verdadeiro curso caça-níqueis”, manifestou o Sindicato dos Jornalistas do Ceará em seu site.

O supervisor de atendimento da empresa, Luiz Henrique Campos, defende o curso, afirmando que os alunos formados “têm todas as condições para trabalhar com jornalismo online”.

Campos explica que a duração de 45 horas é apenas uma estimativa, que varia de acordo com o interesse do aluno. Diz ainda que existe um professor disponível para tirar todas as dúvidas e ressalta a facilidade do curso totalmente online, que pode ser feito em qualquer horário, de qualquer lugar.

Sobre a qualidade, afirma que o curso existe desde 2003 e existem ex-alunos trabalhando na área. "Principalmente agora que não precisa mais do diploma”.

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Saiba +

+ STF decide pela não obrigatoriedade do diploma de jornalista
+ Gilmar Mendes, presidente do STF, compara jornalista a cozinheiro
+ Campanha "Jornalista por Formação", da FENAJ



segunda-feira, setembro 14, 2009

Maranhão 1966 - Senado 2009


Em um de seus discursos de defesa das inúmeras acusações em que foi alvo, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB/AP), se gabou de sua límpida, imaculada e inócua trajetória política, sem resquícios de desmandos e nepotismo. Nada convincente. Digno, não só de um cartão vermelho, mas de uma suspensão definitiva, o presidente vive coberto até o pescoço de denúncias e só resiste no cargo por causa do fisiologismo peemedebista – e da tropa de choque que lhe beija a mão, entre eles o mineiro Wellington Salgado.

Se, de duas décadas pra cá, Sarney virou sinônimo de má administração pública, coronelismo, diretrizes econômicas desastrosas, cargos fantasmas e atos secretos, antes disso o ex-presidente já gozava da má fama de péssimo coordenador de políticas públicas. Em 1966, ano da posse de Sarney no Governo do Maranhão, o diretor Glauber Rocha registrou o abandono da população, que sofria com a miséria e doenças tropicais.

O documentário, que até pouco tempo era raridade visitada por poucos interessados (só consegui vê-lo em 2007, em mostra no Palácio das Artes), agora está aos olhos de todos, no Youtube. Observa-se, desde então, a destoância entre o discurso e as práticas do homem que comanda nosso Senado.

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domingo, setembro 13, 2009

Ruy Castro: O Leitor Apaixonado


Está no Digestivo Cultural desta semana:



Embora tenha se consagrado através de suas biografias, e de seus textos sobre música popular e cinema, Ruy Castro, em seu novo livro, revela uma ligação profunda com a literatura. O Leitor Apaixonado, na sequência de Um filme é para sempre (2006, cinema) e Tempestade de Ritmos (2007, música), é uma compilação também de Heloisa Seixas, pela Companhia das Letras, reunindo matérias de Ruy sobre livros, escritores e o universo literário.


Desde os primeiros contatos na infância, com uma edição de Alice no País das Maravilhas, traduzida por Monteiro Lobato, até o début do jornalista Ruy Castro, cobrindo a posse de Guimarães Rosa na Academia Brasileira de Letras, em 1967 (com foto). Ruy aproveita e revisita temas aos quais está, historicamente, associado: Nélson Rodrigues, com quem conviveu (além de ter biografado); Paulo Francis, de quem foi amigo (e que mudou sua vida, com uma promoção); e o Correio da Manhã, que era lido por seu pai e seu avô (e que, em sua redação, abrigou a fina flor da literatura brasileira).

O jornalismo ainda se faz presente graças outras publicações, como New Yorker e Esquire; assim como a influência dos EUA na cultura do século XX, através de autores como Gertrude Stein e de grupos como o do Algonquin. O apego à cultura do Rio de Janeiro igualmente se reflete em O Leitor Apaixonado, mas a surpresa fica por conta de artigos de Ruy dedicados Oswald e Mário de Andrade. Outra surpresa é um texto sobre Paulo Coelho – o best-seller inevitável.

Já do século XIX, Ruy Castro puxa Oscar Wilde, escritor celebridade pré-1900, e da relembrada crise de 1929, resgata Nathanael West, outra consagração literária póstuma. Na capa, para completar, uma foto da biblioteca de Ruy, sugerindo um lugar onde passou longas horas entre livros e escritores (daí o subtítulo “Prazeres à luz do abajur”). Enfim, por mais que Ruy Castro tenha sido comumente associado a outras artes, nunca restou dúvida de que seu estilo tinha uma origem inescapável: o amor à literatura.

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+ Ruy Castro neste blog:

Vídeo - Ruy Castro debate 50 anos da Ilustrada

Artigo - 50 Anos sem Billie Holliday
Artigo - Afinal, o que é MPB

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sábado, setembro 12, 2009

Woodstock à mineira (Parte.3)

Festival Música do Mundo homenageia Milton Nascimento e Wagner Tiso com show de estrelas da MPB em meio às montanhas de Três Pontas

João Marcos Veiga

No início da década de 50, a sedução inconfundível de Frank Sinatra conquistava, através das ondas do rádio, as ouvintes nos afazeres domésticos, e as plantações de café faziam riqueza aos barões do “ouro verde” no sul de Minas. As calçadas eram espaços de convívio intenso para fofocas, namoros e brincadeiras infantis.

E foi numa calçada de Três Pontas que dois garotos se identificaram através de uma paixão comum: a música. Os meninos mais tarde se tornaram Milton Nascimento e Wagner Tiso. A amizade que já dura mais de cinquenta anos teve frutos como o Clube da Esquina e dezenas de gravações, onde as melodias e o timbre único de Bituca ganhavam arranjos memoráveis do pianista. Parceria reconhecida em inúmeros palcos de todo o mundo ,e que teve em “Coração de Estudante”, tema da redemocratização do Brasil, um de seus principais pontos.

Mas foi Três Pontas que instigou a fome musical deles, através das folias de reis, dos bailes da vida e das primeiras noções de harmonia com Walda, professora de piano e mãe de Tiso. Agora a cidade homenageia seus filhos ilustres com o Festival Música do Mundo. E a retribuição não tem caráter bairrista, a idéia surgiu a partir das páginas de uma das mais importantes revistas do segmento musical, a Billboard. Três Pontas foi a única cidade do país, com exceção das grandes capitais, a constar entre os principais celeiros musicais do planeta.

E a partir desta quinta-feira, as milhares de pessoas previstas para desembarcar na cidade sul-mineira poderão comprovar o porquê dessa escolha. Pelos palcos do evento desfilarão referências da música brasileira: Ivan Lins, Tom Zé, Rita Lee (substituindo Jon Anderson, da banda inglesa Yes, ausente por motivos de saúde), Toninho Horta, Fernando Brant, Telo Borges, além de Milton Nascimento e Wagner Tiso. A festa também vai ligar o holofote para um time de novos talentos de Três Pontas e do restante do estado, como Pedro Morais, Marcelo Dinis, Clayton Prosperi, Paulo Francisco, Heitor Branquinho e o Ânima Minas, grupo formado por jovens da região com apadrinhamento de Milton.

Três Pontas já havia recebido, em 1977, uma reunião de ídolos da MPB. No show do Paraíso,improvisado em uma fazenda da região, Bituca apresentou Chico Buarque, Gonzaguinha, Simone, dentre outros, para uma platéia extasiada de todo o Brasil. O encontro ficou conhecido como o “woodstock mineiro”. Com o Festival Música do Mundo pretende-se repetir a dose com oficinas, seminários, espetáculos e estrutura à altura do talento e das carreiras construídas por Milton Nascimento e Wagner Tiso. Mais do que nunca, ecoarão pelas belas paisagens de Três Pontas o verso profético de Fernando Brant. “Sou do mundo, sou Minas Gerais.”

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sexta-feira, setembro 11, 2009

Woodstock à mineira (parte.2)

Começou nesta quinta-feira (10/09) o Festival Música do Mundo, que celebra os 32 anos do encontro histórico na Fazenda Paraíso, em Três Pontas, que reuniu Milton Nascimento, Wagner Tiso, Chico Buarque, entre outros. As informações sobre o Woodstock Mineiro você encontra neste post aqui, no Moviola de Agosto.

Abaixo, matéria da Globo de 10/09/09:

quinta-feira, setembro 10, 2009

O cara na fila da padaria pode ter vendido milhares de disco. E você nem sabia.


"A barulheira nunca foi uma opção estética: era falta de capacidade de
tocar outra coisa".


Para os ortodoxos fãs de heavy metal extremo a frase pode parecer uma blasfêmia, mas para o produtor Gauguin, que gravou as primeiras bandas de death metal em Minas Gerais - e para os demais seres humanos com ouvidos - é uma constatação.

O depoimento foi dado ao documentário "Ruído das Minas", que teve pré-estréia na mostra Músicas do Underground, que compõe a programação do Festival Indie.2009, que terminou nesta quinta-feira (10.09), fazendo bem menos barulho do que as edições anteriores. O filme, que nasceu de um projeto experimental de alunos da UFMG, investigou o nascimento e proliferação das bandas de metal pesado em Belo Horizonte na metade da década de 1980.

Para quem nunca teve contato com o estilo, vale saber que o Heavy Metal é uma espécie de universo a parte, com suas gravadoras, mercado, público e deuses próprios. Por isso para muitos é difícil compreender que, na mesma praça de Santa Tereza, nasceram Clube da Esquina e Sepultura, e que, em algumas praças na Europa, um disco do Sarcófago é mais cultuado que Milton Nascimento.

Ruído das Minas, mesmo com suas dificuldades - som e edição tão artesanal quanto as gravações das primeiras demo-tapes, sem que isso o desmereça -, explora uma geração pouco lembrada da história da capital mineira, cultuada mundo afora, mas desconhecida no quintal da própria casa.

A explosão dessas meia-dúzia de importantes bandas colocaram o Brasil no mapa do underground: Sarcófago, Sextrash, Mutilator, Witchhammer, Kamikase, Chakal, Holocausto, Overdose, The Mist e o próprio Sepultura, gravados pelo selo mineiro Cogumelo, há duas décadas, conquistaram o mercado brasileiro e passaram a ser reverenciados nos Estados Unidos e Europa.

Os despretensiosos bolachões recheados de ódio, sangue e gravuras macabras correm o mundo até hoje, disputados à tapa pelos colecionadores.

Sepultura x Todos

E você deve se perguntar porque ouviu falar só do Sepultura até hoje. Bem, pergunte para Gloria Cavalera, empresária da banda e esposa do ex-vocalista Max. O rancor de alguns depoimentos provam que o Sepultura e sua empresária abriram e fecharam a porta logo em seguida, impedindo o avanço das outras bandas.


No entanto, a tática não funcionou por completo. Se preteriu comercialmente, ao menos contribuiu para a aura mitológica que algumas bandas assumiram da década de 1990 em diante. Para alguns fãs de metal isso vale muito mais. O que importa não é diferenciar a barulheira grotesca das tapes de garagem do Mutilator ou do Sextrash. Honroso é exibir um LP original da coletânea Warfaire Noise, de 1987, ou guardar num baú sob sete chaves um flyer desenhado a mão do show de lançamento do split-álbum Século XX/Bestial Devastation.

Ah, só pra constar, uma das minhas alegrias de juventude foi conseguir uma cópia de Screeches from the Silence, único vídeo produzido pelo Sarcófago. Era um ritual assisti-lo e ver a cara de espantado do resto da turma.

Abaixo o trailer de Ruído das Minas e a entrevista do diretor Felipe Sartoreto à MTV:




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quinta-feira, setembro 03, 2009

Festival de Cinema Indie 2009 - Belo Horizonte (Programação)


Começa nesta quinta-feira (03.09) o festival de cinema mundial Indie.2009, com exibições de mais de 120 filmes em quatro salas de Belo Horizonte. Entrada Gratuita. A programação completa você encontra aqui. Mais informações sobre o festival nesta matéria aqui.

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Será o fim do jornal impresso? – (Parte.3)


Está na Folha de S. Paulo de ontem, 03/09/09:

Balanços de jornais dos EUA têm melhora

Se a crise dos jornais norte-americanos continua forte nos textos de colunas e blogs que vivem do assunto, alguns números recém-divulgados pelas maiores empresas de mídia dos EUA sugerem que o cenário é melhor do que há um ano. São os balanços do segundo trimestre de 2009 de companhias proprietárias de três dos cinco principais diários do país.


A New York Times Company, que publica o "New York Times", o diário mais prestigioso do país e terceiro colocado em circulação nacional, anunciou uma receita líquida de US$ 39,1 milhões, ante US$ 21,2 milhões no mesmo período do ano anterior. Seus custos operacionais caíram 20%, ou US$ 140,5 milhões, e a economia total pode chegar a US$ 450 milhões no ano, segundo Janet Robinson, presidente da empresa.

Os valores reportados são maiores do que esperavam os analistas do setor.
Surpresa semelhante causou a Washington Post Company, que publica o "Washington Post", quinto colocado em circulação e principal diário político, que anunciou uma receita de US$ 1,13 bilhão, um aumento de 2% nos últimos 12 meses, ante uma expectativa de US$ 1,09 bilhão. O Post teve ainda uma receita líquida de US$ 11,4 milhões, ante perda de US$ 2,7 milhões em 2008.

Já a Gannett, que publica o jornal mais vendido, o "USA Today", com uma tiragem média de segunda a sexta que chega a 2,1 milhões de exemplares, teve lucro de US$ 70,5 milhões no período, ante uma perda de US$ 2,29 bilhões em 2008, e uma diminuição de 72,3% nas despesas operacionais do segmento de publicações.

A divulgação da série de balanços, que ocorreu há algumas semanas, chegou mesmo a causar então uma pequena alta na cotação das ações de empresas jornalísticas abertas, que vinham sofrendo quedas consecutivas na Bolsa.

Nos EUA, o meio passa por um momento de redefinição por conta da crise causada pelo que especialistas chamam de "tempestade perfeita": um modelo de negócios insustentável iniciado nos anos 90, com a decisão de oferecer on-line de graça o mesmo conteúdo que é cobrado no papel; a migração lenta e ainda pouco significativa da publicidade do segundo meio para o primeiro; e a queda no volume de anúncios em geral, efeito da maior recessão das últimas décadas.

Além disso, e diferentemente das companhias europeias, por exemplo, as empresas jornalísticas norte-americanas eram até certo ponto inchadas. Um dos mais atingidos pela crise, quarto diário em tamanho de circulação mas com enfoque regional, o "Los Angeles Times" conta hoje com uma redação de 650 jornalistas. Em 2001, tinha o dobro de gente, ou o mesmo que o "New York Times" de hoje, que tem alcance nacional e cerca de setenta escritórios internacionais.

Outros perderam o foco ao longo dos anos, investindo em empresas de outros setores, das quais agora começam a se desfazer. A New York Times Company vendeu sua estação de rádio de música clássica por US$ 45 milhões e colocou à venda sua participação no New England Sports Ventures, dono do time de beisebol Red Sox.

Ainda assim, o meio jornal continua sendo a principal fonte de informação do país. Segundo levantamento feito em julho pela Scarborough Research a pedido da Newspaper Association of America (NAA), o número de adultos que leem jornal por semana nos Estados Unidos é de 128,5 milhões, ou 70,7% da população total de adultos do país.
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Leia+:

Será o fim do jornalismo impresso – Parte 1
Será o fim do jornalismo impresso – Parte 2
100 dias em 10 capas (Obama e as revistas)
Billy Wilder e o jornalismo

terça-feira, setembro 01, 2009

70 anos da Segunda Guerra: capa à capa


Há 70 anos (em 1º de Setembro de 1939), Hitler marchou rumo a Polônia para reaver território alemão perdido na Primeira Guerra Mundial e, assim, deu início à Segunda Grande Guerra.

Baseado no princípio da hegemonia germânica, difundido nos primeiros anos da década de 1930, o Füher começava ali um massacre sem precedentes que durou mais seis anos, culminando em seu suicídio, em abril de 1945.


Para relembrar os quase seis anos de batalha no Velho Continente, o excelente blog Hoje na História, coordenado pelo CPDOC do Jornal do Brasil, começa a contar a partir de hoje, capa à capa, a história da II Guerra Mundial. Para acompanhar,
clique aqui