sexta-feira, agosto 15, 2008

Grupos de investimento invadem o futebol

A prática não é nova e, certamente, esse filme você já viu: no auge do campeonato, seu time do coração disputa as primeiras colocações e, mesmo a contragosto do clube e da torcida, os principais jogadores são negociados ao futebol do exterior*

Renan Damasceno - Portal Uai

Desde a implantação da Lei Pelé, há 10 anos - que veio para acabar com a "escravidão" dos jogadores de terem seu passe preso estritamente a clubes de futebol -, pipocaram empresários, grupos de investimento, donos de supermercado, hospital e banqueiros bem dispostos a lucrarem com atletas e aproveitarem da penúria financeira das principais equipes brasileiras.

A invasão de terceiros no futebol, em evidência nas principais negociações milionárias dos últimos anos - especialmente para times europeus e do Oriente Médio -, foi um dos efeitos colaterais da lei, em vigor desde março de 1998. "Efeito colateral" pois nem sempre o interesse desses investidores são os mesmos dos clubes e torcedores e, sim, a busca por lucros cada vez maiores. A intenção é fazer dinheiro e não "amor à camisa".

Em entrevista recente ao repórter Andrew Downie, do The New York Times (matéria Trading in soccer talent, de 19 de julho), o empresário Thiago Ferro, parceiro no departamento de investimento em futebol do Grupo Sonda, revelou que o grupo investe em média US$ 10 milhões por ano em novos talentos e que os valores estão crescendo rapidamente por causa dos lucros, que, segundo ele, chegam a 150% ao ano.

*A matéria na íntegra você confere no Portal Uai - Estado de Minas.

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