terça-feira, janeiro 19, 2010

O diretor das palavras

Morreu semana passada - e só agora rabisco essas linhas, sentado em um dos sofás do café Kahlua -, o diretor francês Eric Rohmer, aos 89. Embora tenha sido um dos primeiros críticos da Cahiers do Cinema (da qual foi editor por quase década), a reconhecer a genialidade de Hitchcock e ser fã declarado de outros estrangeiros, como Rossellini, Rohmer era o mais francês dos diretores da Nouvelle Vague.

Sem deixar transparecer influências forasteiras em seu modo de guiar, Rohmer é dono de uma filmografia densa, marcada por diálogos e divagações filosóficas, longas e introspectivas. É, indiscutivelmente, o diretor das palavras.

Assisti aos contos das estações de Rohmer, realizados ao longo da década passada, no primeiro ano que me mudei para Belo Horizonte, em mostra no Usina Unibanco. Depois disso, vi filmes menos sofisticados, como A padeira do Bairro. Seu último trabalho foi Os Amores de Astrée e Céladon.

Para saber mais de Rohmer sugiro a leitura deste texto do portal português Público, ou este, da Folha.