sexta-feira, dezembro 12, 2008

Supermercado de produtos culturais


Dizem por aí que já não se faz jornalismo cultural como antigamente, com textos extensos, críticas mordazes e perfis minuciosos e densos. Aliás, falam por todos os cantos que tudo que é bom está morrendo: o futebol arte, o cinema como arte, a arte.

Encontram fundamentos para julgar os cadernos de cultura atuais, os críticos que destacam que essas páginas tem se transformado em um aglomerado de textos de serviços. Talvez isso seja reflexo da própria cultura: se vende um espetáculo, um filme. Lógica do consumo. Lobão – que está longe de ser um grande ídolo meu –, já esbravejou uma frase sintomática: 'A arte se torna arte ao ser consumida'.

A Folha está comemorando os 50 anos do caderno Ilustrada. Uma série de debates sobre o passado e o futuro da cultura e do jornalismo ocorre no MASP, em São Paulo, que pode ser acompanhado na íntegra no Folha Online.

Aos fãs das rodas de boa conversa, abaixo está o vídeo integral da discussão sobre "Cultura e Jornalismo" – o último de três debates. Estão presentes, Ruy Castro e Martinas Suzuki. Vale a pena.





___________________________________

+ jornalismo cultural no blog:
A arte dos obituários
+ jornalismo cultural na rede:
Ilustrada – Especial 50 anos
Gonzo – O filho bastardo do newjournalism
+ download:
Baixe o livro Jornalismo Cultural (Fábio Gomes)