








Depois de receber Herbie Hancock, em maio, o Brasil terá a apresentação de mais dois monstros sagrados do jazz americano. No encerramento do Sétimo Festival Tudo é Jazz, Wayne Shorter e Ron Carter são convidados por Milton Nascimento à reviverem a parceria clássica de 1993, no disco Angelus, no qual Bituca contou com um dream team formado por Carter, Shorter, Hancock, Peter Gabriel, entre outros.
*Reportagem inscrita no Prêmio BDMG de Jornalismo Cultural 2007





Aprendi – há pouco tempo, não por curiosidade, mas por indicação –, que são nas páginas dos obituários que ainda sobrevivem os bons textos do jornalismo impresso. Não por morbidez, mas por essa sessão abrigar lições diárias de como ilustres desconhecidos podem ilustrar conhecidas histórias. A tradição não é muito utilizada por aqui (poucos jornais destinam repórteres aos obituários) devido a cultura íbero-americana de relacionar a morte à dor e silêncio, mas, em países de origem anglo-saxã, que costumam celebrar a passagem dessa para melhor, é quase obrigatório prestigiar uma boa morte no café da manhã.
No Brasil, “O Livro das Vidas” – Matinas Suzuki Jr. (org.), Denise Bottmann (trad.), 312 pg., Companhia das Letras, São Paulo, 2008; R$ 48 – é uma boa oportunidade de conferir a compilação dos melhores obituários escritos para o NYT, nas últimas décadas. "A seção de obituários do Times é uma cerimônia de adeus diária de bom jornalismo e uma das campeãs de leitura do jornal mais influente do mundo. Há quem pense que a valorização do obituário pela imprensa de língua inglesa seja um ritual de morbidez, mas isso é uma falsa impressão", escreve Suzuki, no posfácio da edição.
+ Sobre:
Veja o “The Last Word”, de Art Buchward
Entrevista com Matinas Suzuki, organizador d' "O livro das Vidas"
Fique por dentro
Entre os jornais brasileiros, a Folha de S. Paulo reserva preciosas linhas diárias às memórias de almas desconhecidas. Os textos ficam no caderno Cotidiano, assinadas pelo repórter Willian Vieira. Assinantes da Folha ou do Uol podem acompanhar a sessão na versão on-line. A Revista piauí – sessão "Despedida" – e o Globo também dispensam atenções às mortes fresquinhas.
A prática não é nova e, certamente, esse filme você já viu: no auge do campeonato, seu time do coração disputa as primeiras colocações e, mesmo a contragosto do clube e da torcida, os principais jogadores são negociados ao futebol do exterior*
Confira os bares
Conservatório Music Bar – Rua Timbiras, 2041 - Lourdes: (31) 3213-8375
Café com Letras – Rua Antônio de Albuquerque, 781 - tel: (31)3225-9973
Café Status – R. Pernambuco, 1150 - tel: (31) 3261-6045
Café do Sol – Av. Contorno, 3301 - Santa Efigênia (31) 3463-8989
Bar Marquês – Marquês de Maricá, 56 - Sto. Antônio (31) 3293-8256
Fique por dentro

A principal noite do CineOP (Mostra de Cinema de Ouro Preto) parece ter virado um bom terreno para personalidades que se aventuram a sentar na cadeira de diretor. Em 2007, a Vj Marina Person (MTV) usou o mesmo espaço para lançar Person, uma homenagem a seu pai, o cineasta Luis Sérgio Person, diretor de São Paulo S.A (1965). Este ano foi a vez da atriz Patrícia Pillar, que mostra seu primeiro trabalho atrás das câmeras com “Waldick: Sempre no meu coração”, sobre a história e as histórias do cantor brega Waldick Soriano, já com 75 anos.Leia mais sobre:
Revista Cinética – É tudo verdade
Filmes Polvo comenta estréia de Waldick
Veja cenas do documentário Waldick: para sempre no meu coração
Fique por dentro:
A Mostra de Cinema de Ouro Preto (12 à 17 de junho) chegou à sua terceira edição ainda sem a chancela de grande festival. No entanto, a programação foi bem mais acertada do que a de 2007, que homenageou Nelson Pereira dos Santos. Desta vez, Glauber Rocha e Rogério Sganzerla foram as personalidades lembradas. Além de "Waldick", de Patrícia Pillar, a mostra abriu espaço para outras estréias, como "Diário de Sintra", de Paloma Rocha (filha de Glauber), e "Os desafinados", ficção de Walter Lima Junior, em comemoração dos 50 anos da Bossa Nova.