terça-feira, janeiro 18, 2011

Enbrulhando peixes

Rio de Janeiro. 18/01/1915.
"Toda vez que um temporal desaba sobre esta cidade e ela, em alguns pontos, sofre os terríveis efeitos das inundações, a imprensa no dia seguinte, ao passo que noticia minuciosamente todos os horrores por que passaram os habitantes das ruas e bairros inundados, clama por uma providência, chama a atenção dos poderes públicos municipais, apela para as altas autoridades da República, convencida de que cumpre um dos seus mais sagrados deveres: O de zelar pelo bem estar da população, pugnando pelos seus direitos". (Jornal do Brasil)

segunda-feira, janeiro 17, 2011

A volta do ditador

Como não há catástrofe que não possa piorar - mesmo depois de terremoto com saldo superior a 250 mil mortes, fraude eleitoral e uma epidemia de cólera que já levou outras 3 mil -, o ex-ditador haitiano Jean-Claude Duvalier, o Baby Doc, pousou no solo do país mais pobre da América Latina neste domingo (16/01), em voo da Air France vindo da França - país no qual o aceitou em exílio político, em 1986, após outros países recusar estadia.

Recebido efusivamente por descamisados de memória curta, aos gritos de "Viva Duvalier", o ex-ditador disse que gostaria de ajudar a reconstruir a nação devastada por um terremoto. Usando terno e gravata azuis e acompanhado de sua atual esposa francesa, Veronique Roy (sempre foi um gorducho mulherengo), ele afirmou que sentiu grande alegria ao colocar os pés novamente em solo haitiano.

O retorno inesperado ocorre no momento em que o país enfrenta uma crise política, além de epidemia de cólera e dificuldades da reconstrução após o terremoto devastador de janeiro do ano passado. A data escolhida, talvez a dedo, aconteceu também no dia exato em que deveria ocorrer o segundo turno das eleições presidenciais no Haiti, mas a votação foi adiada por causa de uma disputa em torno dos nomes que deveriam constar na cédula eleitoral.

Perfil do ditador - Jean-Claude Duvalier tinha apenas 19 anos quando herdou o título de "presidente vitalício" de seu pai, François "Papa Doc" Duvalier, que governou o país de 1957 a 1971. Baby Doc, que pediu perdão ao povo haitiano em 2007, é acusado de corrupção, repressão e abuso de direitos humanos durante o tempo em que esteve no poder.

Como o pai, ele contava com uma milícia particular conhecida como os Tontons Macoutes. Os Duvalier são tidos por analistas como dois dos mais violentos governantes da História.

sábado, janeiro 15, 2011

Guerras desconhecidas do Brasil




O ESTADO CONTRA O POVO. A reportagem Guerras Desconhecidas do Brasil, do jornalista Leonêncio Nossa e do repórter fotográfico Celso Júnior, publicada em dezembro do ano passado pelo O Estado de S. Paulo, reúne relatos de 32 revoltas armadas que provocaram a morte de 538 civis e 100 baixas nas tropas legais do Estado no século no Brasil.

Os episódios mostram a paranoia do Estado brasileiro em usar seu poder de fogo para conter beatos barbudos, rezadeiras, descontentes com a política econômica ou pequenos agricultores em busca de terra, e tomar partido de latifundiários e grileiros nas brigas composseiros. Foram revoltas populares sem ideologia ou tutela de partidos políticos e instituições militares ou religiosas.

Um dos melhores trabalhos de apuração, texto, fotos e projeto gráfico que já li.

Para baixar o caderno Guerras Desconhecidas do Brasil, clique aqui.

domingo, janeiro 09, 2011

Prova cabal

Denunciado pelo morto. Reynaldo Dagsa, vereador em Manila, Filipinas, fotografou o momento em que seu assassino, Michael González, preparava a arma para o tiro. Segundo a polícia local, o político, que tirava foto da família, não percebeu que estava fotografando também seu algoz. González e seu cúmplice (atrás, de regata) foram presos graças à foto.

terça-feira, janeiro 04, 2011

E a gente sonhando ...

Milton Nascimento vai do jazz ao pop FM em disco ao lado
de jovens talentos de Três Pontas, Sul de Minas Gerais




... E A GENTE SONHANDO. O novo CD de Milton Nascimento é a prova mais viva de que a gente pode continuar sonhando. O sonho não acabou, a canção nunca se esgotou, pelo menos na discografia desse que é um dos músicos mais importante da nossa história.

A sua voz ressoa como se fosse o Milton do Clube da Esquina I e II, do Gerais, do Minas, do Angelus e do sensacional Pietá – disco que mereceria mais atenção por parte da crítica.

Em ...E a gente sonhando percebe-se o Milton jazzístico, da batida da bossa nova, das harmonias tão refinadas vindas desde sempre dos antológicos discos dos anos 70, do canto pungente, quase que um cântico religioso, vindo do fundo das igrejas mineiras, dos quintais, dos corais louvando a vida e a paz entre os homens.

Sim, Milton Nascimento (re)nasce um pouco em cada uma das 16 canções que compõem o CD".

Trecho da crítica do doutor em Letras pela USP, Mário Alex Rosa, publicada no Divirta-se.

+ Sobre o novo disco de Milton:

- Entrevista a'O Estado de São Paulo
- Vídeo - Entrevista ao Programa do Jô

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quinta-feira, dezembro 30, 2010

Vm = Δs/Δt

Renan Damasceno
Estado de Minas


Se o brasileiro Alfredo Gomes, primeiro campeão da Corrida de São Silvestre, em 1925, largasse lado a lado de Paul Tergat, 70 anos depois, ele completaria a prova, em frente à Fundação Cásper Líbero, em São Paulo, 13min34 depois do queniano, detentor do recorde da prova. Na primeira edição, o atleta verde-amarelo completou o trajeto de 8,8 quilômetros em 33min21 (velocidade média de 15,84 km/h), performance muito inferior ao do pentacampeão Tergat, que em 1995 fez o percurso atual de 15 quilômetros em incríveis 43min12, correndo 20,8km/h em média. O recorde já dura 15 anos.

Se estivesse na linha de largada para a 86ª edição da corrida internacional, amanhã à tarde, na capital paulista, Alfredo, que também acumula o feito de ter sido o primeiro negro a integrar a delegação de atletismo do Brasil em uma Olimpíada (Paris’1924), não estaria sequer na elite da prova, composta por 142 atletas do Brasil e do mundo.

Em 85 anos de história, o misto de superação, profissionalismo e alta performance é a receita para vencer. Muito antes de os africanos dominarem as ruas paulistas, o lendário corredor tcheco Emir Zatopek foi um divisor de águas para a história da prova. Em 1953, um ano depois de se consagrar na Olimpíada de Helsinque, sendo o único a vencer os 5 mil metros, 10 mil metros e a maratona numa mesma edição, a Locomotiva Humana, como era conhecido, desembarcou em São Paulo para completar os 7,3 quilômetros em apenas 20min30s – maior média de velocidade da história (21,36km/h). Mesmo sendo aberta a atletas internacionais desde 1945, foi a partir do feito de Zatopek que a São Silvestre ganhou notoriedade.

O domínio dos atletas africanos começou em 1992, logo depois de a prova ser estabelecida nos padrões de percurso e horário atuais. O primeiro a vencer foi Simon Chemwoyo (1992 e 1993), que abriu caminho para os cinco títulos de Tergat (1995, 1996, 1998 e 2000).

terça-feira, dezembro 07, 2010

E eu nem li o jornal



Tua cor é o que eles olham, velha chaga
Teu sorriso é o que eles temem, medo, medo

Feira moderna, o convite sensual
Oh! telefonista, a palavra já morreu
Meu coração é novo
Meu coração é novo
E eu nem li o jornal

Nessa caverna, o convite é sempre igual
Oh! telefonista, se a distância já morreu
Indepedência ou morte
Descansa em berço forte
A paz na Terra amém

terça-feira, novembro 30, 2010

Mário Monicelli (15/05/1915-29/11/2010)

Conheci os filmes do diretor italiano Mário Monicelli em uma daquelas mostras de clima cineclubísticos que aconteciam no sóton do Centro de Cultura de Belo Horizonte – um prédio quase centenário que parece uma igreja, na esquina de Augusto de Lima com Bahia, na capital.

Os filmes eram precedidos pelas aulas do professor Mário Alves Coutinho, responsável, entre outras obras, pela tradução para o português das poesias de Willian Blake e autor do livro Escrever com a câmera, sobre a literatura na obra de Jean-Luc Godard.

Os Eternos Desconhecidos, de 1958, o primeiro que vi, é meu favorito. Marcello Mastroianni, Vittorio Gassman, Cláudia Cardinale (ahhh, Cláudia), contracenando com o veterano da comédia spaghetti, Totó. Foi a segunda película da parceria entre o diretor e Gassman - ao contrário de meio mundo que prefere Mastroianni, é o ator italiano que mais gosto.

Com o dramaturgo, Monicelli ainda repetiria o sucesso um ano depois com A grande guerra (produção de Alberto Sordi, vencedor do Leão de Ouro, em Veneza), em dois filmes da saga do cavaleiro Brancaleone (1966 e 1970) e tantas outras produções de 1955 a 1987.

Em 3/4 de século de direção, o diretor colocou a comédia em patamar mais nobre do que geralmente é submetida na história do cinema, mesmo em um país de produção tão intensa e de qualidade (qual outro país, fora Estados Unidos, que tem pelo menos uma mão cheia de grandes nomes da direção. França é que chega mais perto). Seus roteiros não eram limitados às tipificações e, sim, se propunham a refletir, de forma bem humorada e satirizada, os costumes dos italianos.

Vítima de um câncer terminal no intestino, Mário Monicelli, aos 95, se atirou da janela do 4º andar do hospital San Giovanni, em Roma, nesta segunda-feira (29/11).

sábado, novembro 27, 2010

Mentaliza a energia

Um cigarro de ervas medicinais à venda num bar do edifício Maleta, esquina de Augusto de Lima com Baêa, em Belo Horizonte, me chamou atenção nesta sexta-feira, entre uma e outra Backer de trigo consumida no antro boêmio da capital.

O 'milagroso' Pradense, produzido na região da serra de São João, em Prados, no Campo das Vertentes de Minas Gerais, é um cigarro que não contém nicotina, feito à base da mistura de manjericão, hortelã, guaco, alecrim e alfavacão (seja lá o que isso for).


O gosto leve e adocicado e o cheiro detestável, certamente, não são merecedores de tal post. O que impressionou foi a descrição que o Pradense traz no verso...

Seu corpo em
sintonia com o Cosmo

"Composto de ervas cultivadas e potencializadas numa conexão do microcosmo (órgãos físicos densos camadas sutis) com o macrocosmo universal, objetivando a circulação da energia vital.

Esse produto contém substâncias descongestionantes, anti-sépticas, expectorantes, desintoxicantes, purificadoras, aliviadoras da tensão entre outras, que não causam dependência física e psíquica causada pela ingestão de substâncias tóxicas contidas em produtos industrializados.

A natureza, a biodiversidade brasileira, a terra, o planeta, o Cosmo, as energias sutis agradecem"


Não é demais?

November Rain

19h37


19h44


20h08


quarta-feira, novembro 24, 2010

Sobre cafés e Julie London


Esse blog se esforça para encontrar combinações perfeitas e saborosas - quando muito, sinestésicas -, de jazz, café e cinema. Já misturou Ron Carter, esguio e elegante como um contrabaixo, com café torrado na hora, em comercial da Tully's; as notas soturnas de Miles, Jeanne Moreau e as noites parisienses, em Ascenseur pour L'èchafaud; Dizzy Gillespie com mocotó, em gravações esquecidas desde a década de 1970; entre outras viagens musicais, gastronômicas, astronômicas.

Um dos standards preferidos pelas divas do jazz (Ella, na versão mais popular, Sarah Vaughan, Peggy Lee, entre outras) Black Coffee demorou para emplacar suas notas no Moviola. E de todas versões, executadas entre as décadas de 1940 e 1960, escolhi a voz rouca e sexy da atriz Julie London, frequentemente lembrada pela atuação ao lado Gary Cooper, em O Homem do Oeste, faroeste de Anthony Mann.

Mesmo sem a extensão vocal de outras conceituadas cantoras de seu tempo, Julie tem respeitada discografia, com interpretações de Irving Berlin e irmãos Gershwin a Cole Porter e Tom Jobim. Foi a cantora mais popular por três anos consecutivos, conferidos pela Billboard, de 1955-57. Cry Me a River, de Arthur Hamilton, talvez seja sua interpretação mais lembrada.



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terça-feira, novembro 16, 2010

Bichinho - Minas Gerais

O distrito de Vitoriano Veloso, conhecido como Bichinho, é um lugarzinho perdido entre as pedras e histórias da Estrada Real. Está a 7Km de Tiradentes e a 12km de Prados - município no qual pertence.



O caminho de sete quilômetros que separam Tiradentes de Bichinho já valem a viagem. As curvas da estrada dão vista para o verde que se encontra com as pedras da Serra de São José lá longe. Casas coloniais, pousadas, artesanato e o museu do Automóvel da Estrada Real estão ao longo do trecho.

Um portal de pedra, a 2 km do povoado, dá início a uma sequência de casebres de tijolo adobro, enfeitados com fitas, esculturas de madeira, bandeirolas, namoradeiras, pinturas, fuxicos e crochês. Tudo se vende no Bichinho - e muito caro.

Vitoriano Veloso - nome em homenagem ao inconfidente de mesmo nome, um alfaiate e escravo alforriado - pertence ao município de Prados desde 1938. É um povoado que se formou com a descoberta de ricas lavras de ouro no século XVIII (a igreja Nossa Senhora da Penha foi construída em 1771) e hoje sobrevive do turismo, artesanato e culinária.

O convite ao pecado da gula está no simples e requisitado Tempero da Angela, que já conquistou o paladar dos brasileiros e as páginas do New York Times (A reportagem In Minas Gerais, an other Brazil, de março de 2009, foi emoldurada e pendurada na parede como uma medalha aos olhos de quem quiser ver).

Dona Ângela divide sua atenção em atender bem os clientes e não deixar as costelinhas fritas na gordura de porco passar do ponto. Enquanto um dos empregados colhem as alfaces na horta dos fundos, outro chega com o caldeirão de frango ao molho pardo. Come-se bem, e muito no Bichinho.

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sexta-feira, novembro 12, 2010

O mundo dentro de uma xícara

Tarde no Octávio Café, em São Paulo.


domingo, novembro 07, 2010

O paraíso na outra esquina



Do caderno
Paladar, do estadão.

Foi mais difícil convencer o cafeicultor Paulo Sérgio de Almeida a vender duas sacas de um de seus melhores cafés do que encontrar este microlote para servir no Octávio Café, em São Paulo.

Muita conversa depois, a barista Silvia Magalhães persuadiu o produtor: o microlote da Fazenda Santa Terezinha, em Paraisópolis, no sul de Minas Gerais, será o primeiro a ser oferecido no café, a partir desta terça-feira.

Por que tanta insistência? A qualidade da bebida, provada em primeira mão pelo Paladar na última semana, explica. É um café extremamente doce, no nariz e na boca. Tem corpo aveludado e aroma intenso de frutas vermelhas – características percebidas especialmente quando foi preparado na prensa francesa.

Cultivado a 1.200 m de altitude, em uma região de solo vulcânico próximo a Poços de Caldas, os grãos são colhidos manualmente quando estão maduros – daí a doçura elevada do café.

"Fiquei surpresa, porque ele é um café (da variedade) mundo novo, e eu odeio mundo novo", diz Silvia Magalhães. "É cultivado numa área sombreada que nem parece lavoura de café, e sim uma mata. É tudo artesanal, colhido manualmente. Demorou 15 dias para secar, em uma estufa suspensa e coberta."

O café deste talhão, o colônia mundo novo, conquistou fãs não só aqui. As outras seis sacas do microlote, só com cereja natural, já têm destino: Dinamarca.

"O comprador disse que só tomou um café igual ao meu, em complexidade, na Etiópia. Não esperava encontrar um café assim aqui", diz o cafeicultor Paulo Sérgio de Almeida. "Eu mesmo ainda não provei. Estou curioso para beber este café."

Este microlote da Fazenda Santa Terezinha poderá ser degustado em todos os métodos de preparo disponíveis no Octávio Café. Quem quiser também poderá comprá-lo para preparar em casa (em grão ou moído), em embalagem com 250g (R$ 44).

"Vamos torrar aos poucos, em pequenas quantidades, conforme houver demanda, para ter café sempre fresquinho", diz Silvia.

Embora ainda não tenha data marcada para começar a servir os próximos microlotes selecionados, a barista adianta quais são as origens: Divinolândia, Caconde e São Sebastião da Grama, no interior de São Paulo.

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Foto: Renan Damasceno. Café Viena, Aeroporto de Brasília. 04/11/10. Mais fotos minhas de café, aqui.

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sábado, novembro 06, 2010

Da janela lateral

O clima anda mesmo baralhado. A chuva que chega, cumprindo ritual quase religioso, no dia de Finados, este ano não veio. Não me lembro de outro dia dos mortos, em 23 anos, em que as águas da primavera não se derramassem sobre as lápides, apagando velas e ressuscitando as flores sufocadas pelos vasos de porcelana - ou embrulhos de plástico de última hora.

Com atraso, as nuvens avançaram Serra do Curral adentro e despejaram água, raios e trovões nesta sexta-feira, apagando o fogo de quem se preparava para o fim de semana. em Belo Horizonte. Aproveitei para tirar essas fotos, às 3h deste sábado, 6 de novembro, da janela lateral dum quarto de dormir.

Foram algumas experiências com balanço de branco e maior tempo de exposição do diafragma, uns 15 segundos recebendo luz ambiente. Ta-hí:




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terça-feira, novembro 02, 2010

sexta-feira, outubro 22, 2010

Canoa canoa desce



Barcos, veleiros e remadores do cotidiano da Ilhabela, único município-arquipélogo do Brasil, localizado no litoral norte de São Paulo. Fotos: Renan Damasceno, outubro/2010

quinta-feira, outubro 21, 2010

Hoje é dia de Dizzy


O Google homenageia hoje, 21 de outubro, os 93 anos de nascimento de Dizzy Gillespie, ao lado de Charlie Parker, considerado pai do bebop e um dos principais difusores do Latin Jazz na América.

Dizzy nutria grande admiração pela música brasileira, gravou Chega de Saudade, de Tom (música) e Vinícius (letra), além de raríssimas sessões com o Trio Mocotó, em São Paulo (1974) – gravações reencontradas no começo de 2009 e que se transformara em uma das mais cobiçadas peças de colecionadores.

"Acho que em 15, 20 anos a música dos Estados Unidos, de Cuba e do Brasil, que são as mais importantes do mundo, vão se tornar uma só. E eu vou estar aí pra ver"

Dizzy não viu sua profecia, feita em 1985, se concretizar, pois morreu oito anos mais tarde.

Abaixo, gravação de No More Blues (Chega de Saudade), na riviera francesa, em 1965:




Trumpet - Dizzy Gillespie
Saxaphone/Flute - James Moody
Bass - Christopher White
Piano - Kenny Barron
Drums - Rudy Collins




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Conforme já apresentou este blog, Dizzy gravou, em turnê por terras brasileiras, em 1974, um disco raríssimo com o Trio Mocotó, material nunca lançado, que ficou sumido até 2009. Sobre Dizzy e a música cubana, leia isso . O bebop é citado no texto O Jazz na tela grande. A música cubana, por regra, foi representada pelo post sobre Buena Vista Social Club e demais ritmos latinos estão aqui.